terça-feira, 10 de novembro de 2009
sionismo
este texto anterior da para analizar como nós evangélicos estamos obcecados com o sinonismo e alguns acham que estão fazendo a vontade de Deus. O sionismo não passa de um movimento politico e economico que visa domoinar o mundo. Lamentavelmente igrejas evangélicas usam até mesmo a bandeira de Israel como simbolo.Israel é um estado secular, não tem nada a ver com o antigo povo bíblico, contraria os principios mosaicos e tem como unico obejtivo dominar economica e politicamente. No inicio o movimento sionista visava tirar os judeus dos guetos onde viviam oprimidos, posteriormente se tornou a força que criou o Estado de Israel na palestina. è um movimento racista, na sua forma prática, e não tem nada de Espiritual, seria bom se nossos lideres estudassem mais o assunto sem a politicagem norte americana.
assunto serio
06 de Janeiro de 2009
Os estrangeiros que são todos Fé e Crença, Politica
Certo de estar a ponto de ferir a sensibilidade de alguns, quero deixar clara minha posição sobre determinado assunto: o Estado de Israel não representa qualquer continuidade, mesmo que honorária, com a tradição religiosa judaico-cristã registrada nas duas metades desiguais da Bíblia. Historicamente e espiritualmente falando o Estado de Israel não representa a religião que se convencionou chamar de judaísmo, e creio que pelo menos lá todos sabem disso. Há muitos judeus devotos ao redor do mundo, muitos desses em Israel, mas não cabe identificar israelitas com israelenses ou o associar o Estado de Israel à Terra Prometida (e muito menos ao reino de Davi); qualquer tentativa em contrário é engano ou esforço de marketing e de relações públicas, sendo esses últimos patrocinados em grande parte pelos Estados Unidos, com o consentimento embaraçado de Israel.
Tenho amigos em Israel e estou muito longe de ser anti-semita; tenho também queridos amigos muçulmanos, e não sou ingênuo o bastante para crer que a tensão entre Israel e o mundo árabe seja simples de recapitular, de equacionar, de assimilar ou de solucionar. Também não tenho qualquer antipatia pelos israelenses que não são judeus, e tampouco creio haver qualquer diferença de mérito entre as categorias igualmente arbitrárias que acabo de mencionar.
Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.
Tenho ainda a dizer que apenas as guerras me enfurecem mais do que Estados e nações; apenas as guerras soam-me mais atrozes e arbitrárias do que rótulos.
Mas a guerra é um demônio que não pára: seu emblema é o símbolo alquímico das duas salamandras devorando incessantemente uma a cauda da outra. O terrorista de um lado é o herói da resistência do outro. Cada ataque confirma as piores suspeitas que um adversário tem do seu antagonista; cada ofensiva é redimida com novos recrutamentos, que garantem a perpetuação do conflito. Os Estados Unidos permanecem liberando indiscriminadamente o Iraque, fomentando indignação igualmente justificada entre muçulmanos letrados e chãos. Israel, sentindo-se ameaçado como nunca pelo Hezbollah (que é por sua vez patrocinado por implacáveis rancores iranianos e sírios), está atacando de formas sujas e limpas palestinos e libaneses – que estão longe de ser inocentes, mas que morrem com a facilidade atroz de qualquer um – enquanto na América cristãos queimam cópias do Corão em austera homenagem ao Príncipe da Paz. Morrem quase quatrocentos libaneses num único dia da semana passada, ao mesmo tempo em que os israelenses abandonam em massa o norte do país temendo velhos ataques e novas retaliações.
* * *
É comum associar o cristianismo e a mensagem de Jesus a uma compreensão nova, inclusiva e compassiva sobre a natureza do “outro”. Isso é em grande parte muito acertado, mas é bom lembrar por exemplo que “amai o próximo como a ti mesmo” é injunção da Bíblia hebraica – curiosa exigência que precede a Jesus e da qual o judaísmo não prescinde.
Se Deus não faz acepção de pessoas, todos os genocídios são o mesmo.
Na verdade, são inúmeros os mandamentos da Lei de Moisés explicitamente desenhados para proteger o desavisado outro – o estrangeiro – que se encontrasse em terras de Israel. E o motor dessa tolerância, o declarado motivo para essa misericórdia, deveria ser segundo o texto a recorrente lembrança do passado de Israel como povo estrangeiro e oprimido no Egito, antes do Êxodo e da independência e da Lei: “amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito”.
O israelita é dessa forma desafiado constantemente pela sua Lei a recordar a abjeção da sua condição anterior, bem como a dispensar ao estrangeiro a misericórdia que no passado não obteve:
■Não rebuscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
■Quando segardes a messe da vossa terra, não rebuscareis os cantos do vosso campo, nem colhereis as espigas caídas da vossa sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixareis. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
■Se o estrangeiro peregrinar na vossa terra, não o oprimireis.
■Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
(Levítico 19:10, 23:22, 19:33-34)
Outras passagens sustentam que o verdadeiro patrocinador desse amor tolerante pelo estrangeiro/outro é o caráter singular de Deus, que não aceita suborno e não faz distinção entre as pessoas:
■Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno;
■que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes.
■Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.
■Não aborrecerás o edomita, pois é teu irmão; nem aborrecerás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra.
■Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva.
■Quando acabares de separar todos os dízimos da tua messe no ano terceiro, que é o dos dízimos, então, os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas cidades e se fartem.
(Deuteronômio 10:17-19, 23:7, 24:17, 26:12)
Porém o mundo dá voltas, e os palestinos são hoje hóspedes impossivelmente incômodos dos israelenses, da mesma forma que Israel é refém do mundo árabe, embora conte com a proteção dos americanos, graças aos quais os iraquianos são também estrangeiros em sua própria terra. Só me resta pedir que Deus proteja os estrangeiros que são todos, porque não posso esperar que judeus e cristãos e muçulmanos honrem suas Escrituras ou neguem sua história.
* * *
Ninguém me venha, finalmente, acusar de anti-semitismo: se Deus não faz acepção de pessoas, todos os genocídios são o mesmo. Quanto a judeus e cristãos e muçulmanos que derramam sangue ao mesmo tempo em que alegam possuir alguma intimidade com a Misericórdia, façam-me um favor: vão para o inferno.
Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém!
(Deuteronômio 27:19)
Publicado originalmente em 25 de julho de 2006
06 DE JANEIRO DE 2009
OS ESTRANGEIROS QUE SÃO TODOS
FÉ E CRENÇA, POLITICA
Certo de estar a ponto de ferir a sensibilidade de alguns, quero deixar clara minha posição sobre determinado assunto: o Estado de Israel não representa qualquer continuidade, mesmo que honorária, com a tradição religiosa judaico-cristã registrada nas duas metades desiguais da Bíblia. Historicamente e espiritualmente falando o Estado de Israel não representa a religião que se convencionou chamar de judaísmo, e creio que pelo menos lá todos sabem disso. Há muitos judeus devotos ao redor do mundo, muitos desses em Israel, mas não cabe identificar israelitas com israelenses ou o associar o Estado de Israel à Terra Prometida (e muito menos ao reino de Davi); qualquer tentativa em contrário é engano ou esforço de marketing e de relações públicas, sendo esses últimos patrocinados em grande parte pelos Estados Unidos, com o consentimento embaraçado de Israel.
Tenho amigos em Israel e estou muito longe de ser anti-semita; tenho também queridos amigos muçulmanos, e não sou ingênuo o bastante para crer que a tensão entre Israel e o mundo árabe seja simples de recapitular, de equacionar, de assimilar ou de solucionar. Também não tenho qualquer antipatia pelos israelenses que não são judeus, e tampouco creio haver qualquer diferença de mérito entre as categorias igualmente arbitrárias que acabo de mencionar.
AMAI, POIS, O ESTRANGEIRO, PORQUE FOSTES ESTRANGEIROS NA TERRA DO EGITO.
Tenho ainda a dizer que apenas as guerras me enfurecem mais do que Estados e nações; apenas as guerras soam-me mais atrozes e arbitrárias do que rótulos.
Mas a guerra é um demônio que não pára: seu emblema é o símbolo alquímico das duas salamandras devorando incessantemente uma a cauda da outra. O terrorista de um lado é o herói da resistência do outro. Cada ataque confirma as piores suspeitas que um adversário tem do seu antagonista; cada ofensiva é redimida com novos recrutamentos, que garantem a perpetuação do conflito. Os Estados Unidos permanecem liberando indiscriminadamente o Iraque, fomentando indignação igualmente justificada entre muçulmanos letrados e chãos. Israel, sentindo-se ameaçado como nunca pelo Hezbollah (que é por sua vez patrocinado por implacáveis rancores iranianos e sírios), está atacando de formas sujas e limpas palestinos e libaneses – que estão longe de ser inocentes, mas que morrem com a facilidade atroz de qualquer um – enquanto na América cristãos queimam cópias do Corão em austera homenagem ao Príncipe da Paz. Morrem quase quatrocentos libaneses num único dia da semana passada, ao mesmo tempo em que os israelenses abandonam em massa o norte do país temendo velhos ataques e novas retaliações.
* * *
É comum associar o cristianismo e a mensagem de Jesus a uma compreensão nova, inclusiva e compassiva sobre a natureza do “outro”. Isso é em grande parte muito acertado, mas é bom lembrar por exemplo que “amai o próximo como a ti mesmo” é injunção da Bíblia hebraica – curiosa exigência que precede a Jesus e da qual o judaísmo não prescinde.
SE DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS, TODOS OS GENOCÍDIOS SÃO O MESMO.
Na verdade, são inúmeros os mandamentos da Lei de Moisés explicitamente desenhados para proteger o desavisado outro – o estrangeiro – que se encontrasse em terras de Israel. E o motor dessa tolerância, o declarado motivo para essa misericórdia, deveria ser segundo o texto a recorrente lembrança do passado de Israel como povo estrangeiro e oprimido no Egito, antes do Êxodo e da independência e da Lei: “amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito”.
O israelita é dessa forma desafiado constantemente pela sua Lei a recordar a abjeção da sua condição anterior, bem como a dispensar ao estrangeiro a misericórdia que no passado não obteve:
Não rebuscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
Quando segardes a messe da vossa terra, não rebuscareis os cantos do vosso campo, nem colhereis as espigas caídas da vossa sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixareis. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
Se o estrangeiro peregrinar na vossa terra, não o oprimireis.
Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
(Levítico 19:10, 23:22, 19:33-34)
Outras passagens sustentam que o verdadeiro patrocinador desse amor tolerante pelo estrangeiro/outro é o caráter singular de Deus, que não aceita suborno e não faz distinção entre as pessoas:
Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno;
que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes.
Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.
Não aborrecerás o edomita, pois é teu irmão; nem aborrecerás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra.
Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva.
Quando acabares de separar todos os dízimos da tua messe no ano terceiro, que é o dos dízimos, então, os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas cidades e se fartem.
(Deuteronômio 10:17-19, 23:7, 24:17, 26:12)
Porém o mundo dá voltas, e os palestinos são hoje hóspedes impossivelmente incômodos dos israelenses, da mesma forma que Israel é refém do mundo árabe, embora conte com a proteção dos americanos, graças aos quais os iraquianos são também estrangeiros em sua própria terra. Só me resta pedir que Deus proteja os estrangeiros que são todos, porque não posso esperar que judeus e cristãos e muçulmanos honrem suas Escrituras ou neguem sua história.
* * *
Ninguém me venha, finalmente, acusar de anti-semitismo: se Deus não faz acepção de pessoas, todos os genocídios são o mesmo. Quanto a judeus e cristãos e muçulmanos que derramam sangue ao mesmo tempo em que alegam possuir alguma intimidade com a Misericórdia, façam-me um favor: vão para o inferno.
MALDITO AQUELE QUE PERVERTER O DIREITO DO ESTRANGEIRO, DO ÓRFÃO E DA VIÚVA. E TODO O POVO DIRÁ: AMÉM!
(DEUTERONÔMIO 27:19)extraído do site: www.baciadasalmas.com/rubricas/fe-e-
Os estrangeiros que são todos Fé e Crença, Politica
Certo de estar a ponto de ferir a sensibilidade de alguns, quero deixar clara minha posição sobre determinado assunto: o Estado de Israel não representa qualquer continuidade, mesmo que honorária, com a tradição religiosa judaico-cristã registrada nas duas metades desiguais da Bíblia. Historicamente e espiritualmente falando o Estado de Israel não representa a religião que se convencionou chamar de judaísmo, e creio que pelo menos lá todos sabem disso. Há muitos judeus devotos ao redor do mundo, muitos desses em Israel, mas não cabe identificar israelitas com israelenses ou o associar o Estado de Israel à Terra Prometida (e muito menos ao reino de Davi); qualquer tentativa em contrário é engano ou esforço de marketing e de relações públicas, sendo esses últimos patrocinados em grande parte pelos Estados Unidos, com o consentimento embaraçado de Israel.
Tenho amigos em Israel e estou muito longe de ser anti-semita; tenho também queridos amigos muçulmanos, e não sou ingênuo o bastante para crer que a tensão entre Israel e o mundo árabe seja simples de recapitular, de equacionar, de assimilar ou de solucionar. Também não tenho qualquer antipatia pelos israelenses que não são judeus, e tampouco creio haver qualquer diferença de mérito entre as categorias igualmente arbitrárias que acabo de mencionar.
Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.
Tenho ainda a dizer que apenas as guerras me enfurecem mais do que Estados e nações; apenas as guerras soam-me mais atrozes e arbitrárias do que rótulos.
Mas a guerra é um demônio que não pára: seu emblema é o símbolo alquímico das duas salamandras devorando incessantemente uma a cauda da outra. O terrorista de um lado é o herói da resistência do outro. Cada ataque confirma as piores suspeitas que um adversário tem do seu antagonista; cada ofensiva é redimida com novos recrutamentos, que garantem a perpetuação do conflito. Os Estados Unidos permanecem liberando indiscriminadamente o Iraque, fomentando indignação igualmente justificada entre muçulmanos letrados e chãos. Israel, sentindo-se ameaçado como nunca pelo Hezbollah (que é por sua vez patrocinado por implacáveis rancores iranianos e sírios), está atacando de formas sujas e limpas palestinos e libaneses – que estão longe de ser inocentes, mas que morrem com a facilidade atroz de qualquer um – enquanto na América cristãos queimam cópias do Corão em austera homenagem ao Príncipe da Paz. Morrem quase quatrocentos libaneses num único dia da semana passada, ao mesmo tempo em que os israelenses abandonam em massa o norte do país temendo velhos ataques e novas retaliações.
* * *
É comum associar o cristianismo e a mensagem de Jesus a uma compreensão nova, inclusiva e compassiva sobre a natureza do “outro”. Isso é em grande parte muito acertado, mas é bom lembrar por exemplo que “amai o próximo como a ti mesmo” é injunção da Bíblia hebraica – curiosa exigência que precede a Jesus e da qual o judaísmo não prescinde.
Se Deus não faz acepção de pessoas, todos os genocídios são o mesmo.
Na verdade, são inúmeros os mandamentos da Lei de Moisés explicitamente desenhados para proteger o desavisado outro – o estrangeiro – que se encontrasse em terras de Israel. E o motor dessa tolerância, o declarado motivo para essa misericórdia, deveria ser segundo o texto a recorrente lembrança do passado de Israel como povo estrangeiro e oprimido no Egito, antes do Êxodo e da independência e da Lei: “amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito”.
O israelita é dessa forma desafiado constantemente pela sua Lei a recordar a abjeção da sua condição anterior, bem como a dispensar ao estrangeiro a misericórdia que no passado não obteve:
■Não rebuscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
■Quando segardes a messe da vossa terra, não rebuscareis os cantos do vosso campo, nem colhereis as espigas caídas da vossa sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixareis. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
■Se o estrangeiro peregrinar na vossa terra, não o oprimireis.
■Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
(Levítico 19:10, 23:22, 19:33-34)
Outras passagens sustentam que o verdadeiro patrocinador desse amor tolerante pelo estrangeiro/outro é o caráter singular de Deus, que não aceita suborno e não faz distinção entre as pessoas:
■Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno;
■que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes.
■Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.
■Não aborrecerás o edomita, pois é teu irmão; nem aborrecerás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra.
■Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva.
■Quando acabares de separar todos os dízimos da tua messe no ano terceiro, que é o dos dízimos, então, os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas cidades e se fartem.
(Deuteronômio 10:17-19, 23:7, 24:17, 26:12)
Porém o mundo dá voltas, e os palestinos são hoje hóspedes impossivelmente incômodos dos israelenses, da mesma forma que Israel é refém do mundo árabe, embora conte com a proteção dos americanos, graças aos quais os iraquianos são também estrangeiros em sua própria terra. Só me resta pedir que Deus proteja os estrangeiros que são todos, porque não posso esperar que judeus e cristãos e muçulmanos honrem suas Escrituras ou neguem sua história.
* * *
Ninguém me venha, finalmente, acusar de anti-semitismo: se Deus não faz acepção de pessoas, todos os genocídios são o mesmo. Quanto a judeus e cristãos e muçulmanos que derramam sangue ao mesmo tempo em que alegam possuir alguma intimidade com a Misericórdia, façam-me um favor: vão para o inferno.
Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém!
(Deuteronômio 27:19)
Publicado originalmente em 25 de julho de 2006
06 DE JANEIRO DE 2009
OS ESTRANGEIROS QUE SÃO TODOS
FÉ E CRENÇA, POLITICA
Certo de estar a ponto de ferir a sensibilidade de alguns, quero deixar clara minha posição sobre determinado assunto: o Estado de Israel não representa qualquer continuidade, mesmo que honorária, com a tradição religiosa judaico-cristã registrada nas duas metades desiguais da Bíblia. Historicamente e espiritualmente falando o Estado de Israel não representa a religião que se convencionou chamar de judaísmo, e creio que pelo menos lá todos sabem disso. Há muitos judeus devotos ao redor do mundo, muitos desses em Israel, mas não cabe identificar israelitas com israelenses ou o associar o Estado de Israel à Terra Prometida (e muito menos ao reino de Davi); qualquer tentativa em contrário é engano ou esforço de marketing e de relações públicas, sendo esses últimos patrocinados em grande parte pelos Estados Unidos, com o consentimento embaraçado de Israel.
Tenho amigos em Israel e estou muito longe de ser anti-semita; tenho também queridos amigos muçulmanos, e não sou ingênuo o bastante para crer que a tensão entre Israel e o mundo árabe seja simples de recapitular, de equacionar, de assimilar ou de solucionar. Também não tenho qualquer antipatia pelos israelenses que não são judeus, e tampouco creio haver qualquer diferença de mérito entre as categorias igualmente arbitrárias que acabo de mencionar.
AMAI, POIS, O ESTRANGEIRO, PORQUE FOSTES ESTRANGEIROS NA TERRA DO EGITO.
Tenho ainda a dizer que apenas as guerras me enfurecem mais do que Estados e nações; apenas as guerras soam-me mais atrozes e arbitrárias do que rótulos.
Mas a guerra é um demônio que não pára: seu emblema é o símbolo alquímico das duas salamandras devorando incessantemente uma a cauda da outra. O terrorista de um lado é o herói da resistência do outro. Cada ataque confirma as piores suspeitas que um adversário tem do seu antagonista; cada ofensiva é redimida com novos recrutamentos, que garantem a perpetuação do conflito. Os Estados Unidos permanecem liberando indiscriminadamente o Iraque, fomentando indignação igualmente justificada entre muçulmanos letrados e chãos. Israel, sentindo-se ameaçado como nunca pelo Hezbollah (que é por sua vez patrocinado por implacáveis rancores iranianos e sírios), está atacando de formas sujas e limpas palestinos e libaneses – que estão longe de ser inocentes, mas que morrem com a facilidade atroz de qualquer um – enquanto na América cristãos queimam cópias do Corão em austera homenagem ao Príncipe da Paz. Morrem quase quatrocentos libaneses num único dia da semana passada, ao mesmo tempo em que os israelenses abandonam em massa o norte do país temendo velhos ataques e novas retaliações.
* * *
É comum associar o cristianismo e a mensagem de Jesus a uma compreensão nova, inclusiva e compassiva sobre a natureza do “outro”. Isso é em grande parte muito acertado, mas é bom lembrar por exemplo que “amai o próximo como a ti mesmo” é injunção da Bíblia hebraica – curiosa exigência que precede a Jesus e da qual o judaísmo não prescinde.
SE DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS, TODOS OS GENOCÍDIOS SÃO O MESMO.
Na verdade, são inúmeros os mandamentos da Lei de Moisés explicitamente desenhados para proteger o desavisado outro – o estrangeiro – que se encontrasse em terras de Israel. E o motor dessa tolerância, o declarado motivo para essa misericórdia, deveria ser segundo o texto a recorrente lembrança do passado de Israel como povo estrangeiro e oprimido no Egito, antes do Êxodo e da independência e da Lei: “amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito”.
O israelita é dessa forma desafiado constantemente pela sua Lei a recordar a abjeção da sua condição anterior, bem como a dispensar ao estrangeiro a misericórdia que no passado não obteve:
Não rebuscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
Quando segardes a messe da vossa terra, não rebuscareis os cantos do vosso campo, nem colhereis as espigas caídas da vossa sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixareis. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
Se o estrangeiro peregrinar na vossa terra, não o oprimireis.
Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
(Levítico 19:10, 23:22, 19:33-34)
Outras passagens sustentam que o verdadeiro patrocinador desse amor tolerante pelo estrangeiro/outro é o caráter singular de Deus, que não aceita suborno e não faz distinção entre as pessoas:
Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno;
que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestes.
Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.
Não aborrecerás o edomita, pois é teu irmão; nem aborrecerás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra.
Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva.
Quando acabares de separar todos os dízimos da tua messe no ano terceiro, que é o dos dízimos, então, os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas cidades e se fartem.
(Deuteronômio 10:17-19, 23:7, 24:17, 26:12)
Porém o mundo dá voltas, e os palestinos são hoje hóspedes impossivelmente incômodos dos israelenses, da mesma forma que Israel é refém do mundo árabe, embora conte com a proteção dos americanos, graças aos quais os iraquianos são também estrangeiros em sua própria terra. Só me resta pedir que Deus proteja os estrangeiros que são todos, porque não posso esperar que judeus e cristãos e muçulmanos honrem suas Escrituras ou neguem sua história.
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Ninguém me venha, finalmente, acusar de anti-semitismo: se Deus não faz acepção de pessoas, todos os genocídios são o mesmo. Quanto a judeus e cristãos e muçulmanos que derramam sangue ao mesmo tempo em que alegam possuir alguma intimidade com a Misericórdia, façam-me um favor: vão para o inferno.
MALDITO AQUELE QUE PERVERTER O DIREITO DO ESTRANGEIRO, DO ÓRFÃO E DA VIÚVA. E TODO O POVO DIRÁ: AMÉM!
(DEUTERONÔMIO 27:19)extraído do site: www.baciadasalmas.com/rubricas/fe-e-
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
REBANHO DE JESUS CRISTO, OU CURRAL ELEITORAL?
Nos últimos tempos temos percebido um despertar diferente dos evangélicos para a política. No entanto, não é um movimento de politização, mas um movimento de alienação, pois dirigentes de igrejas esqueceram a ética, e de forma inescrupulosa negociam o voto e apoio de membros da igreja em troca de favores pessoais e até mesmo de sua auto promoção. Em épocas eleitorais apresentam para a congregação candidatos de sua escolha, alegando obediência aos pastores. Muitos destes pastores se lançam como candidatos, e de forma não muito honesta exigem que os membros das igrejas votem neles ou em seus candidatos. A liberdade democrática, na qual todo eleitor tem a soberania de escolher o candidato que convem à sua consciência política ou ideológica é ignorada totalmente por estes “pastores” que passam por cima de tudo que é ético, vendendo o voto dos membros da igreja para quem pode pagar melhor. De vez em quando surgem certos temas sociais que despertam o interesse geral da sociedade, e muitas das vezes alguns ministros do evangelho se deixam levar por estes instrumentos de dominação que sempre foi a mola mestra da direita golpista e reacionária. Assuntos tais como opção sexual, aborto, liberação de maconha, pesquisa de células troncos e outros assuntos que na verdade estão mais restritos a questões de consciência do que outra coisa qualquer, são usados como desculpa para oportunistas se levantarem como porta voz da família e da fé, mas que no fundo percebemos que os mesmo que se levantam como profetas dos bons costumes, nem tem idoneidade suficiente para estas questões.
O SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO: Uma das alegações dos postulantes a cargos eletivos é esta afirmação de Jesus, de que nós somos o sal da terra. Porem esquecem da afirmação correta que disse Jesus: “Bom é o sal, mas se ele se tornar insípido, para nada mais serve, a não ser para ser pisado pelos homens”¹ Podemos observar que estes irmãos, que se lançam na política, se elegem a vereadores, deputados ou senadores, alguns chegam a se eleger, prefeitos ou governadores. O comportamento de tais irmãos tem nos envergonhado de maneira muito grande. Devido a seus comportamentos repreensíveis, chegaram a ser noticiados pela mídia, de forma bem depreciativa. Ora envolvidos com esquema de propinas, ora com formação de quadrilhas, ou em denuncias de nepotismo. Este é o sal sendo pisado pelos homens, da polícia Federal, do Ministério Público ou da imprensa.
Muito das vezes se confunde os nossos princípios cristãos com os princípios da sociedade, que sabemos na verdade que na maioria dos casos é uma sociedade hipócrita, mas que está de olho no nosso comportamento. Se propagarmos santidade, devemos nos mostrar santos e justos. Os nossos princípios de moralidade, em pouco ou nada pode influir na sociedade. Para a sociedade, pouco importa se alguém é gay, se é uma mulher de vários homens ou lésbica. Na verdade isto é um direito civil e social que qualquer pessoa tem. Por isto, para o mundo isto tem pouca importância. No entanto quando o assunto diz respeito a ética, então, a cobrança para nós é imensa. Temos a obrigação de ser éticos .Nossa Moral só pode servir ao mundo se mostrarmos que podemos ser mais éticos que os ímpios.
Por isto muitos crentes deixam de votar em irmãos na fé, pois vêem o comportamento destes quando chegam ao poder. Tudo aquilo que é podre na vida pública é facilmente assimilado por algum irmão que se elege a cargo público. Claro que temos algumas exceções, mas são raros os crentes que se elegeram e se mostraram ser de uma ética indiscutível. O pior mesmo é saber que conseguiram votos usando a força que os líderes exercem sobre os crentes.
Muitos de nós viemos do interior, lá dos rincões. Sabemos que na roça sempre houve os coronéis que exploravam o voto cabresto. Tinham aqueles fazendeiros, que na maioria dos casos eram compadres dos humildes roceiros. Os coronéis transformavam os povoados, vilas e vilarejos da zona rural em currais eleitorais. Quem tivesse o apoio do coronel podia contar com os votos dos empregados, meeiros, e moradores da região para se elegerem. Com o tempo, a politização no campo foi ganhando corpo e o voto cabresto e os currais eleitorais perderam força. Por outro lado muitos dos moradores do campo migraram para as grandes cidades, e aí conheceram novos estilos de vida. Muitas pessoas, ao chegarem à cidade grande, aderiram a igreja evangélica, e com isto tiveram uma experiência de vida, realmente transformadora. Claro que as igrejas que mais os atraíram, foram as de orientação doutrinária pentecostal ou neopentecostal. Depararam, então com a figura do pastor que se apresenta como homem de Deus, guia espiritual, conselheiro e em muitos casos o amigo mais chegado que o irmão. Até aí tudo bem! O que não pode é o pastor usar de sua posição para violentar a consciência de cada um. Em épocas eleitorais, se aproveitar da confiança de irmãos, para empurrar goela abaixo um candidato, resultado de fisiologismo.
Paulo já tinha alertado aos anciões de Éfeso, que um dia isto iria acontecer (Atos 20.29-30). Lobos vorazes não poupariam o rebanho, e homens falariam palavras persuasivas para perverter e arrastar discípulos. São Pedro também nos alertou sobre estas coisas (2ºPedro 2.3), disse que movidos por avareza, fariam comércio de nós. Assim percebemos que fomos alertados sobres estas coisas.
O próprio Pedro nos dá um outro alerta sobre sermos acusados, ou sofrermos perseguição por parte das autoridades. Sobre este assunto estaremos falando agora.
O PROCEDER CRISTÃO, E AS CAUSAS DE PERSEGUIÇÕES.
Se formos perseguidos por causa da nossa fé, motivo é de orgulho para nós. Porem é motivo de dupla vergonha se ser perseguidos por causa do nosso mau comportamento perante a sociedade, e diante das autoridades. Imaginem, quando algum sensacionalista da mídia acusa um evangélico que está em evidencia (seja alguém que ocupe um cargo público, ou que tenha um ministério bem divulgado nos meios de comunicação) e esta acusação é falsa. Com certeza é digno de louvor quem passa por esta situação e consegue envergonhar os inimigos. Mas quando é verdade, o prejuízo é muito grande. A vergonha é enorme, sofre a pessoa e o povo de Deus sofre junto. Sabemos que o mundo já nos odeia, só de sermos diferentes. O mundo nos considera como alienados, e nossas igrejas como alienantes, então sermos perseguidos já é natural. (João 15.19). Então quando somos caluniados, perseguidos e até agredidos por causa da nossa fé devemos nos regozijar, mas se o problema é por causa de nosso comportamento perverso, então seremos pisados pelo mundo, pois seremos como o sal que se torna insípido.
Oxalá se todos aqueles crentes que entram na vida pública fossem como Neemias, José ou Daniel.
Daniel começou como um Estudante de administração na corte de Nabucudonosor, chegando a exercer altos cargos de confiança na Babilônia, mesmo depois que o poder caiu nas mãos dos medos e persas. Seus adversários procuravam achar qualquer falha na sua gestão, (ele era um dos três que supervisionavam o trabalho dos governadores das províncias). Porem não lograram êxito, só conseguiram algo contra ele quando forjaram uma lei que interferia na adoração de Daniel. Será que nossos deputados da bancada “evangélica” conseguem passar pelo crivo da ética, obrigando seus adversários forjar leis antirreligiosas?(Daniel cap.6).
Neemias era um simples copeiro da corte de Artaxerxes, consegue ser nomeado governador de Judá, e reconstrói os muros de Jerusalém. Neemias também era acusado por seus inimigos de coisas bem absurdas. No entanto, nada pode ser provado, pois o comportamento de Neemias era de não deixar dúvidas. Promoveu reformas sociais, e abriu mão de conforto e privilégios. Os cristãos que acaso ocupam cargo de secretários de governo, ministros de Estados ou ocupam cargos na administração pública; agem como Neemias? Ou aproveitam de todas as regalias e privilégios, sob a alegação de que devemos comer o melhor desta terra? Ou aquele outro argumento, que Deus nos colocou como cabeça e não cauda?(Neemias 5.13-19)
José foi vendido por seus irmãos, foi acusado de um crime que não cometeu, chegou a ser o vizir do Faraó. Sabemos que a vida de José é um exemplo de temor a
Deus, obediência e reverencia. Por isto é aconselhável, que todos aqueles que desejam disputar um cargo público, atentem para vida destes homens citados. Não transformem a igreja de Jesus em curral eleitoral, e nem tentem fazer negocio com o povo de Deus.
ÉTICA FATOR DE APROVAÇÃO SOCIAL
Quando falamos sobre ética, fica às vezes difícil se assimilar esta questão na mente dos evangélicos. Estamos muito familiarizados com o quesito moral e bons costumes, doutrinas e ordenamento de nossos lideres. Somos ensinados que o pastor é o anjo da igreja, e muito das vezes suas sentenças, são inquestionáveis entre nós. Se porventura surge um divergente que ousa questionar as ordens do pastor , é tido como rebelde e até mesmo um herege. Entretanto é bom frisarmos, que nem sempre as ordens de um pastor são ordens inspiradas espiritualmente. Não devemos ser escravizados por ninguém, mesmo que este alguém alegue para isto que teve uma revelação ou visão. Nós como povo de Deus não precisamos ser prisioneiros de ninguém. (Colossenses 2,8 ) .
Ética vem do vocábulo ETHOS (grego) que significa especificamente, o espaço físico que o individuo ocupa. Deste vocábulo surgiu também a palavra etiqueta. A ética pode não ser codificada em tratados de direitos ou decretos de normalizações, mas é convencionada no senso comum. Por este motivo nós temos que primar pela ética pois é por meio dela que subsiste a sociedade atual. Muitas das vezes, certas atitudes podem não serem tidas como ilegais, mas com certeza são antiéticas e seu efeito pode ser muito mais prejudicial a nós do que se fosse algo fora da lei.
Tivemos há poucos anos antes uma polemica muito grande a respeito da lei do silencio. Esta lei, com base no quesito poluição sonora, previa até mesmo fechamento de templos que não cumprisse a ordem de limitar o som até determinado números de decibéis. Muitos de nossos pastores mobilizaram contra esta lei, pois a mesma visava impedir que pudéssemos fazer nossa adoração de forma mais espontânea. Teríamos mais tranqüilidade e os efeitos desta lei sobre nós seria mais brando se antes de tudo um grande numero de igrejas pentecostais soubessem se portar com ética nos seus controles de som. Porem isto não acontecia, muitas igrejas que nem precisavam de alto-falantes, devido ao pequeno numero de freqüentadores abusavam do barulho.
Já vimos muitas vezes igreja com três pessoas presentes e o som ligado em alto volume. Outro problema também era os cultos que passavam da hora de terminar. É constrangedor para quem participa o irmão ou irmã mora longe, precisa passar por lugares de pouco movimento e andando altas horas da noite no retorno para casa. É constrangedor para os vizinhos, que às vezes não reclamam, pois são simpáticos com os evangélicos ou às vezes são de outras denominações; se fosse diferente, acreditamos que os boletins de ocorrência policial envolvendo igrejas iam ser bem maiores. É para isto que existe ética. Se conhecermos ética, fica fácil sabermos que há limites entre nós. Respeitar horário é ser convertido, e é um ato disciplinar louvável. Não é o relógio que precisa se converter. O nosso Deus é um Deus de decência e ordem, e ele aprova os que assim agem.
A DEMOCRACIA
O melhor sistema político para todo grupo minoritário é a democracia, que não é e não pode ser a ditadura da maioria. Nós como minoria religiosa temos ainda regalias neste regime. No entanto, no regime democrático somos obrigados a tolerar outros grupos minoritários. Sito por exemplo os grupos pseudocrístãos os quais os consideramos como heréticos. Assim como nós eles têm amparo legal para divulgar suas crenças e propagar suas convicções. Os islâmicos e judeus também gozam destes mesmos direitos. Os budistas, confucionistas, siqs, xintoístas e praticantes de cultos afros também são outras minorias religiosas. Todos têm garantido pela constituição o seu direito de professar sua crença da forma que melhor lhes convier. Outro grupo minoritário são as minorias nacionais, e as minorias de opção sexual não convencional. Os gays fazem parte desta minoria. Embora seja um comportamento que dentro da moral do Cristianismo, não pode ser tolerado; civilmente deve ser aceito e respeitado. O cristianismo nunca apoiou tais práticas, mesmo quando o governo do império romano via este comportamento como normal. Muitas vezes os militantes da causa gay afirmam que todos os Cezares com exceção de Cláudio, eram homossexuais ou bissexuais. Sabemos, no entanto que eles eram pervertidos em todos os sentidos e nunca foram apoiados pela Igreja. Percebemos que este pode ter sido um dos motivos que os imperadores sempre que podiam moviam uma perseguição sangrenta contra a igreja. Acredito que não será agora que a igreja perderá sua liberdade em pleno século XXI só por não querer abrir mão de seus princípios. Muitos líderes cristãos diante do clamor dos gays que se sentem excluídos nos seus direitos civis por causa de sua opção sexual,temem sofrer serias represálias. Elegem os maiores espertalhões da vida publica pensando em ser defendido pelos mesmos. Porem pensamos de modo diferente. O que tiver de acontecer certamente acontecerá. Não vai ser um numero de deputados e senadores que vão mudar o que tem de acontecer. Talvez seja a hora dos verdadeiros crentes se manifestar. È muito bom ser crente com toda a liberdade, mas se esta liberdade for restringida, podemos considerar isto como uma benção de Deus. Não pertencemos a este mundo. Somos estrangeiros e peregrinos, por isto se por causa de menos de 3% da população brasileira sejamos obrigados a calar, tenho certeza que só a intervenção de Deus para mudar tudo. É muito estranho, como numa democracia a minoria é protegida; porem a maioria não deve ser submetida pela minoria. O nosso governo era ao proteger uma minoria ínfima, ao mesmo tempo que para isto tenha que reprimir uma maioria. Digo isto pois a igreja católica tambem não aprova estas praticas
Lisnei Furbino de Brito
O SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO: Uma das alegações dos postulantes a cargos eletivos é esta afirmação de Jesus, de que nós somos o sal da terra. Porem esquecem da afirmação correta que disse Jesus: “Bom é o sal, mas se ele se tornar insípido, para nada mais serve, a não ser para ser pisado pelos homens”¹ Podemos observar que estes irmãos, que se lançam na política, se elegem a vereadores, deputados ou senadores, alguns chegam a se eleger, prefeitos ou governadores. O comportamento de tais irmãos tem nos envergonhado de maneira muito grande. Devido a seus comportamentos repreensíveis, chegaram a ser noticiados pela mídia, de forma bem depreciativa. Ora envolvidos com esquema de propinas, ora com formação de quadrilhas, ou em denuncias de nepotismo. Este é o sal sendo pisado pelos homens, da polícia Federal, do Ministério Público ou da imprensa.
Muito das vezes se confunde os nossos princípios cristãos com os princípios da sociedade, que sabemos na verdade que na maioria dos casos é uma sociedade hipócrita, mas que está de olho no nosso comportamento. Se propagarmos santidade, devemos nos mostrar santos e justos. Os nossos princípios de moralidade, em pouco ou nada pode influir na sociedade. Para a sociedade, pouco importa se alguém é gay, se é uma mulher de vários homens ou lésbica. Na verdade isto é um direito civil e social que qualquer pessoa tem. Por isto, para o mundo isto tem pouca importância. No entanto quando o assunto diz respeito a ética, então, a cobrança para nós é imensa. Temos a obrigação de ser éticos .Nossa Moral só pode servir ao mundo se mostrarmos que podemos ser mais éticos que os ímpios.
Por isto muitos crentes deixam de votar em irmãos na fé, pois vêem o comportamento destes quando chegam ao poder. Tudo aquilo que é podre na vida pública é facilmente assimilado por algum irmão que se elege a cargo público. Claro que temos algumas exceções, mas são raros os crentes que se elegeram e se mostraram ser de uma ética indiscutível. O pior mesmo é saber que conseguiram votos usando a força que os líderes exercem sobre os crentes.
Muitos de nós viemos do interior, lá dos rincões. Sabemos que na roça sempre houve os coronéis que exploravam o voto cabresto. Tinham aqueles fazendeiros, que na maioria dos casos eram compadres dos humildes roceiros. Os coronéis transformavam os povoados, vilas e vilarejos da zona rural em currais eleitorais. Quem tivesse o apoio do coronel podia contar com os votos dos empregados, meeiros, e moradores da região para se elegerem. Com o tempo, a politização no campo foi ganhando corpo e o voto cabresto e os currais eleitorais perderam força. Por outro lado muitos dos moradores do campo migraram para as grandes cidades, e aí conheceram novos estilos de vida. Muitas pessoas, ao chegarem à cidade grande, aderiram a igreja evangélica, e com isto tiveram uma experiência de vida, realmente transformadora. Claro que as igrejas que mais os atraíram, foram as de orientação doutrinária pentecostal ou neopentecostal. Depararam, então com a figura do pastor que se apresenta como homem de Deus, guia espiritual, conselheiro e em muitos casos o amigo mais chegado que o irmão. Até aí tudo bem! O que não pode é o pastor usar de sua posição para violentar a consciência de cada um. Em épocas eleitorais, se aproveitar da confiança de irmãos, para empurrar goela abaixo um candidato, resultado de fisiologismo.
Paulo já tinha alertado aos anciões de Éfeso, que um dia isto iria acontecer (Atos 20.29-30). Lobos vorazes não poupariam o rebanho, e homens falariam palavras persuasivas para perverter e arrastar discípulos. São Pedro também nos alertou sobre estas coisas (2ºPedro 2.3), disse que movidos por avareza, fariam comércio de nós. Assim percebemos que fomos alertados sobres estas coisas.
O próprio Pedro nos dá um outro alerta sobre sermos acusados, ou sofrermos perseguição por parte das autoridades. Sobre este assunto estaremos falando agora.
O PROCEDER CRISTÃO, E AS CAUSAS DE PERSEGUIÇÕES.
Se formos perseguidos por causa da nossa fé, motivo é de orgulho para nós. Porem é motivo de dupla vergonha se ser perseguidos por causa do nosso mau comportamento perante a sociedade, e diante das autoridades. Imaginem, quando algum sensacionalista da mídia acusa um evangélico que está em evidencia (seja alguém que ocupe um cargo público, ou que tenha um ministério bem divulgado nos meios de comunicação) e esta acusação é falsa. Com certeza é digno de louvor quem passa por esta situação e consegue envergonhar os inimigos. Mas quando é verdade, o prejuízo é muito grande. A vergonha é enorme, sofre a pessoa e o povo de Deus sofre junto. Sabemos que o mundo já nos odeia, só de sermos diferentes. O mundo nos considera como alienados, e nossas igrejas como alienantes, então sermos perseguidos já é natural. (João 15.19). Então quando somos caluniados, perseguidos e até agredidos por causa da nossa fé devemos nos regozijar, mas se o problema é por causa de nosso comportamento perverso, então seremos pisados pelo mundo, pois seremos como o sal que se torna insípido.
Oxalá se todos aqueles crentes que entram na vida pública fossem como Neemias, José ou Daniel.
Daniel começou como um Estudante de administração na corte de Nabucudonosor, chegando a exercer altos cargos de confiança na Babilônia, mesmo depois que o poder caiu nas mãos dos medos e persas. Seus adversários procuravam achar qualquer falha na sua gestão, (ele era um dos três que supervisionavam o trabalho dos governadores das províncias). Porem não lograram êxito, só conseguiram algo contra ele quando forjaram uma lei que interferia na adoração de Daniel. Será que nossos deputados da bancada “evangélica” conseguem passar pelo crivo da ética, obrigando seus adversários forjar leis antirreligiosas?(Daniel cap.6).
Neemias era um simples copeiro da corte de Artaxerxes, consegue ser nomeado governador de Judá, e reconstrói os muros de Jerusalém. Neemias também era acusado por seus inimigos de coisas bem absurdas. No entanto, nada pode ser provado, pois o comportamento de Neemias era de não deixar dúvidas. Promoveu reformas sociais, e abriu mão de conforto e privilégios. Os cristãos que acaso ocupam cargo de secretários de governo, ministros de Estados ou ocupam cargos na administração pública; agem como Neemias? Ou aproveitam de todas as regalias e privilégios, sob a alegação de que devemos comer o melhor desta terra? Ou aquele outro argumento, que Deus nos colocou como cabeça e não cauda?(Neemias 5.13-19)
José foi vendido por seus irmãos, foi acusado de um crime que não cometeu, chegou a ser o vizir do Faraó. Sabemos que a vida de José é um exemplo de temor a
Deus, obediência e reverencia. Por isto é aconselhável, que todos aqueles que desejam disputar um cargo público, atentem para vida destes homens citados. Não transformem a igreja de Jesus em curral eleitoral, e nem tentem fazer negocio com o povo de Deus.
ÉTICA FATOR DE APROVAÇÃO SOCIAL
Quando falamos sobre ética, fica às vezes difícil se assimilar esta questão na mente dos evangélicos. Estamos muito familiarizados com o quesito moral e bons costumes, doutrinas e ordenamento de nossos lideres. Somos ensinados que o pastor é o anjo da igreja, e muito das vezes suas sentenças, são inquestionáveis entre nós. Se porventura surge um divergente que ousa questionar as ordens do pastor , é tido como rebelde e até mesmo um herege. Entretanto é bom frisarmos, que nem sempre as ordens de um pastor são ordens inspiradas espiritualmente. Não devemos ser escravizados por ninguém, mesmo que este alguém alegue para isto que teve uma revelação ou visão. Nós como povo de Deus não precisamos ser prisioneiros de ninguém. (Colossenses 2,8 ) .
Ética vem do vocábulo ETHOS (grego) que significa especificamente, o espaço físico que o individuo ocupa. Deste vocábulo surgiu também a palavra etiqueta. A ética pode não ser codificada em tratados de direitos ou decretos de normalizações, mas é convencionada no senso comum. Por este motivo nós temos que primar pela ética pois é por meio dela que subsiste a sociedade atual. Muitas das vezes, certas atitudes podem não serem tidas como ilegais, mas com certeza são antiéticas e seu efeito pode ser muito mais prejudicial a nós do que se fosse algo fora da lei.
Tivemos há poucos anos antes uma polemica muito grande a respeito da lei do silencio. Esta lei, com base no quesito poluição sonora, previa até mesmo fechamento de templos que não cumprisse a ordem de limitar o som até determinado números de decibéis. Muitos de nossos pastores mobilizaram contra esta lei, pois a mesma visava impedir que pudéssemos fazer nossa adoração de forma mais espontânea. Teríamos mais tranqüilidade e os efeitos desta lei sobre nós seria mais brando se antes de tudo um grande numero de igrejas pentecostais soubessem se portar com ética nos seus controles de som. Porem isto não acontecia, muitas igrejas que nem precisavam de alto-falantes, devido ao pequeno numero de freqüentadores abusavam do barulho.
Já vimos muitas vezes igreja com três pessoas presentes e o som ligado em alto volume. Outro problema também era os cultos que passavam da hora de terminar. É constrangedor para quem participa o irmão ou irmã mora longe, precisa passar por lugares de pouco movimento e andando altas horas da noite no retorno para casa. É constrangedor para os vizinhos, que às vezes não reclamam, pois são simpáticos com os evangélicos ou às vezes são de outras denominações; se fosse diferente, acreditamos que os boletins de ocorrência policial envolvendo igrejas iam ser bem maiores. É para isto que existe ética. Se conhecermos ética, fica fácil sabermos que há limites entre nós. Respeitar horário é ser convertido, e é um ato disciplinar louvável. Não é o relógio que precisa se converter. O nosso Deus é um Deus de decência e ordem, e ele aprova os que assim agem.
A DEMOCRACIA
O melhor sistema político para todo grupo minoritário é a democracia, que não é e não pode ser a ditadura da maioria. Nós como minoria religiosa temos ainda regalias neste regime. No entanto, no regime democrático somos obrigados a tolerar outros grupos minoritários. Sito por exemplo os grupos pseudocrístãos os quais os consideramos como heréticos. Assim como nós eles têm amparo legal para divulgar suas crenças e propagar suas convicções. Os islâmicos e judeus também gozam destes mesmos direitos. Os budistas, confucionistas, siqs, xintoístas e praticantes de cultos afros também são outras minorias religiosas. Todos têm garantido pela constituição o seu direito de professar sua crença da forma que melhor lhes convier. Outro grupo minoritário são as minorias nacionais, e as minorias de opção sexual não convencional. Os gays fazem parte desta minoria. Embora seja um comportamento que dentro da moral do Cristianismo, não pode ser tolerado; civilmente deve ser aceito e respeitado. O cristianismo nunca apoiou tais práticas, mesmo quando o governo do império romano via este comportamento como normal. Muitas vezes os militantes da causa gay afirmam que todos os Cezares com exceção de Cláudio, eram homossexuais ou bissexuais. Sabemos, no entanto que eles eram pervertidos em todos os sentidos e nunca foram apoiados pela Igreja. Percebemos que este pode ter sido um dos motivos que os imperadores sempre que podiam moviam uma perseguição sangrenta contra a igreja. Acredito que não será agora que a igreja perderá sua liberdade em pleno século XXI só por não querer abrir mão de seus princípios. Muitos líderes cristãos diante do clamor dos gays que se sentem excluídos nos seus direitos civis por causa de sua opção sexual,temem sofrer serias represálias. Elegem os maiores espertalhões da vida publica pensando em ser defendido pelos mesmos. Porem pensamos de modo diferente. O que tiver de acontecer certamente acontecerá. Não vai ser um numero de deputados e senadores que vão mudar o que tem de acontecer. Talvez seja a hora dos verdadeiros crentes se manifestar. È muito bom ser crente com toda a liberdade, mas se esta liberdade for restringida, podemos considerar isto como uma benção de Deus. Não pertencemos a este mundo. Somos estrangeiros e peregrinos, por isto se por causa de menos de 3% da população brasileira sejamos obrigados a calar, tenho certeza que só a intervenção de Deus para mudar tudo. É muito estranho, como numa democracia a minoria é protegida; porem a maioria não deve ser submetida pela minoria. O nosso governo era ao proteger uma minoria ínfima, ao mesmo tempo que para isto tenha que reprimir uma maioria. Digo isto pois a igreja católica tambem não aprova estas praticas
Lisnei Furbino de Brito
domingo, 23 de agosto de 2009
95 Teses para a Igreja de Hoje
1 – Reafirmamos a supremacia das Escrituras Sagradas sobre quaisquer visões, sonhos ou novas revelações que possam aparecer. (Mc 13.31)
2 – Entendemos que todas as doutrinas, idéias, projetos ou ministérios devem passar pelo crivo da Palavra de Deus, levando-se em conta sua total revelação em Cristo e no Novo Testamento do Seu sangue. (Hb 1.1-2)
3 – Repudiamos toda e qualquer tentativa de utilização do texto sagrado visando a manipulação e domínio do povo que, sinceramente, deseja seguir a Deus. (2 Pe 1.20)
4 – Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus e que contém TODA a revelação que Deus julgou necessária para todos os povos, em todos os tempos, não necessitando de revelações posteriores, sejam essas revelações trazidas por anjos, profetas ou quaisquer outras pessoas. (2 Tm 3.16)
5 – Que o ensino coerente das Escrituras volte a ocupar lugar de honra em nossas igrejas. Que haja integridade e fidelidade no conhecimento da Palavra tanto por parte daqueles que a estudam como, principalmente, por parte daqueles que a ensinam. (Rm 12.7; 2 Tm 2.15)
6 – Que princípios relevantes da Palavra de Deus sejam reafirmados sempre: a soberania de Deus, a suficiência da graça, o sacrifício perfeito de Cristo e Sua divindade, o fim do peso da lei, a revelação plena das Escrituras na pessoa de Cristo, etc. (At 2.42)
7 – Cremos que o mundo jaz no maligno, conforme nos garantem as Escrituras, não significando, porém, que Satanás domine este mundo, pois “do Senhor é a Terra e sua Plenitude, o mundo e os que nele habitam”. (1 Jo 5.19; Sl 24.1)
8 – Cremos que a vitória de Jesus sobre Satanás foi efetivada na cruz, onde Cristo “expôs publicamente os principados e potestades à vergonha, triunfando sobre eles” e que essa vitória teve como prova final a ressurreição, onde o último trunfo do diabo, a saber, a morte, também foi vencido. (Cl 2.15; 1 Co 15.20-26)
9 – Acreditamos que o cristão verdadeiro, uma vez liberto do império das trevas e trazido para o Reino do Filho do amor de Deus, conhecendo a verdade e liberto por ela, não necessita de sessões contínuas de libertação, pois isso seria uma afronta à Cruz de Cristo. (Cl 1.13; Jo 8.32,36)
10 – Cremos que o diabo existe, como ser espiritual, mas que está subjugado pelo poder da cruz de Cristo, onde ele, o diabo, foi vencido. Portanto, não há a necessidade de se “amarrar” todo o mal antes dos cultos, até porque o grande Vencedor se faz presente. (1 Co 15.57; Mt 18.20)
11 – Declaramos que nós, cristãos, estamos sujeitos à doenças, males físicos, problemas relativos à saúde, e que não há nenhuma obrigação da parte de Deus em curar-nos, e que isso de forma alguma altera o seu caráter de Pai amoroso e Deus fiel. (Jo 16.33; 1 Tm 5.23)
12 – Entendemos que a prosperidade financeira pode ser uma benção na vida de um cristão, mas que isso não é uma regra. Deus não tem nenhum compromisso de enriquecer e fazer prosperar um cristão. (Fp 4.10-12)
13 – Reconhecemos que somos peregrinos nesta terra. Não temos, portanto, ambições materiais de conquistar esta terra, pois “nossa pátria está nos céus, de onde aguardamos a vinda do nosso salvador, Jesus Cristo”. (1 Pe 2.11)
14 – Nossas petições devem sempre sujeitar-se à vontade de Deus. “Determinar”, “reivindicar”, “ordenar” e outros verbos autoritários não encontram eco nas Escrituras Sagradas. (Lc 22.42)
15 – Afirmamos que a frase “Pare de sofrer”, exposta em muitas igrejas, não reflete a verdade bíblica. Em toda a Palavra de Deus fica clara a idéia de que o cristão passa por sofrimentos, às vezes cruéis, mas ele nunca está sozinho em seu sofrer. (Rm 8.35-37)
16 – Reafirmamos que, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, sendo os mesmos livres de quaisquer maldições passadas, conhecidas ou não, pelo poder da cruz e do sangue de Cristo, que nos livra de todo o pecado e encerra em si mesmo toda a maldição que antes estava sobre nós. (Rm 8.1)
17 – Entendemos que a natureza criada participa das dores, angústias e conseqüências da queda do homem, e que aguarda com ardente expectativa a manifestação dos filhos de Deus. O que não significa que nós, cristãos, tenhamos que ser negligentes com a natureza e o meio-ambiente, uma vez que Deus não apenas criou tudo, mas também “viu que era bom" (Rm 8.19-23; Gn 1.31)
18 – Reconhecemos a suficiência e plenitude da graça de Cristo, não necessitando assim, de quaisquer sacrifícios ou barganhas para se alcançar a salvação e favores de Deus. (Ef 2.8-9)
19 – Reconhecemos também a suficiência da graça em TODOS os aspectos da vida cristã, dizendo com isso que não há nada que possamos fazer para “merecermos” a atenção de Deus. (Rm 3.23; 2 Co 12.9)
20 – Que nossos cultos sejam mais revestidos de elementos de nossa cultura. Que a brasilidade latente em nossas veias também sirva como elemento de adoração e liturgia ao nosso Deus. (1 Co 7.20)
21 – Que entendamos que vivemos num “país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza”. Portanto, que não seja mais “obrigatório” aos pastores e líderes o uso de trajes mais adequados ao clima frio ou extremamente formais. Que celebremos nossa tropicalidade com graça e alegria diante de Deus e dos homens. (1 Co 9.19-23)
22 – Que nossa liturgia seja leve, alegre, espontânea, vibrante, como é o povo brasileiro. Que haja brilho nos olhos daqueles que se reúnem para adorar e ouvir da Palavra e que Deus se alegre de nosso modo brasileiro de cultuá-LO. (Salmo 100)
23 – Que as igrejas entendam que Deus pode ser adorado em qualquer ritmo, e que a igreja brasileira seja despertada para a riqueza dos vários sons e ritmos brasileiros e entenda que Deus pode ser louvado através de um baião, xote, milonga, frevo, samba, etc... Da mesma forma, rejeitamos o preconceito, na verdade um racismo velado, contra instrumentos e danças de origem africana, como se estes, por si só, fossem intrinsecamente ligados a alguma forma de feitiçaria. (Sl 150)
24 – Que retornemos ao princípio bíblico, vivido pela igreja chamada primitiva, de que “ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum.” (At 4.32)
25 – Que não condenemos nenhum irmão por ter caído em pecado, ou por seu passado. Antes, seguindo a Palavra, corrijamos a ovelha ferida com espírito de brandura, guardando-nos para que não sejamos também tentados. O que não significa, por outro lado, conivência com o pecado praticado de forma contumaz .(Gl 6.1; 1 Co 5)
26 – Que ninguém seja culpado por duvidar de algo. Que haja espaço em nosso meio para dúvidas e questionamentos. Que ninguém seja recriminado por “falta de fé”. Que haja maturidade para acolher o fraco e sabedoria para ensiná-lo na Palavra. A fé vem pelo ouvir, e o ouvir da Palavra de Deus. (Rm 14.1; Rm 10.17)
27 – Que a igreja reconheça que são as portas do inferno que não prevalecerão contra ela e não a igreja que tem que se defender do “exército inimigo”. Que essa consciência nos leve à prática da fé e do amor, e que isso carregue consigo o avançar do Reino de Deus sobre a terra. (Mt 16.18)
28 – Cremos na plena ação do Espírito Santo, mas reconhecemos que em muitas situações e igrejas, há enganos em torno do ensino sobre dons e abusos em suas manifestações. (Hb 13.8; 1 Co 12.1)
29 – Que nossas estatísticas sejam mais realistas e não utilizadas para, mentindo, “disputarmos” quais são as maiores igrejas; o Reino é bem maior que essas futilidades. (Lc 22.24-26)
30 – Que os neófitos sejam tratados com carinho, ensinados no caminho, e não expostos aos púlpitos e à “fama” antes de estarem amadurecidos na fé, para que não se ensoberbeçam e caiam nas ciladas do diabo. (1 Tm 3.6)
31 – Que saibamos valorizar a nossa história, certos de que homens e mulheres deram suas vidas para que o Evangelho chegasse até nós. (Hb 12.1-2)
32 – Que sejamos conhecidos não por nossas roupas ou por nossos jargões lingüísticos, mas por nossa ética e amor para com todos os homens, refletindo assim, a luz de Cristo para todos os povos. (Mt 5.16)
33 – Que arda sempre em nosso peito o desejo de ver Cristo conhecido em todas as culturas, raças, tribos, línguas e nações. Que missões seja algo sempre inerente ao próprio ser do cristão, obedecendo assim à grande comissão que Jesus nos outorgou. (Mt 28.18-20)
34 – Reconhecemos que muitas igrejas chamam de pecado aquilo que a Bíblia nunca chamou de pecado. (Lc 11.46)
35 – A participação de cristãos e pastores em entidades e sociedades secretas é perniciosa e degradante para a simplicidade e pureza do evangelho. Não entendemos como líderes que dizem servir ao Deus vivo sujeitam-se à juramentos que vão de encontro à Palavra de Deus, colocando-se em comunhão espiritual com não cristãos declarando-se irmãos, aceitando outros deuses como verdadeiros. (Lv 5.4-6,10; Ef 5.11-12; 2 Co 6.14)
36 – Rejeitamos a idéia do messianismo político, que afirma que o Brasil só será transformado quando um “justo” (que na linguagem das igrejas significa um membro de igreja evangélica) dominar sobre esta terra. O papel de transformação da sociedade, pelos princípios cristãos, cabe à Igreja e não ao Estado. O Reino de Deus não é deste mundo, e lamentamos a manipulação e ambição de alguns líderes evangélicos pelo poder terreal. (Jo 18.36)
37 – Que os púlpitos não sejam transformados em palanques eleitorais em épocas de eleição. Que nenhum pastor induza o seu rebanho a votar neste ou naquele candidato por ser de sua preferência ou interesse pessoal. Que haja liberdade de pensamento e ideologia política entre o rebanho. (Gl 1.10)
38 – Que as igrejas recusem ajuda financeira ou estrutural de políticos em épocas de campanha política a fim de zelarem pela coerência e liberdade do Evangelho. (Ez 13.19)
39 – Que os membros das igrejas cobrem esta atitude honrada de seus líderes. Caso contrário, rejeitem a recomendação perniciosa de sua liderança. (Gl 2.11)
40 – Negamos, veementemente, no âmbito político, qualquer entidade que se diga porta-voz dos evangélicos. Nós, cristãos evangélicos, somos livres em nossas ideologias políticas, não tendo nenhuma obrigação com qualquer partido político ou organização que se passe por nossos representantes. (Mt 22.21)
41 – O versículo bíblico “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor” não deve ser interpretado sob olhares políticos como “Feliz a nação cujo presidente é evangélico” e nem utilizado para favorecer candidatos que se arroguem como cristãos. (Sl 144.15)
42 – Repugnamos veementemente os chamados “showmícios” com artistas evangélicos. Entendemos ser uma afronta ao verdadeiro sentido do louvor a participação desses músicos entoando hinos de “louvor a Deus” para angariarem votos para seus candidatos. (Ex 20.7)
43 – Cremos que o Reino também se manifesta na Igreja, mas é maior que ela. Deus não está preso às paredes de uma religião. O Espírito de Deus tem total liberdade para se manifestar onde quiser, independente de nossas vontades. (At 7.48-49)
44 – Nenhum pastor, bispo ou apóstolo (ou qualquer denominação que se dê ao líder da igreja local) é inquestionável. Tudo deve ser conferido conforme as Escrituras. Nenhum homem possui a “patente” de Deus para as suas próprias palavras. Portanto, estamos livres para, com base nas Escrituras, questionarmos qualquer palavra que não esteja de acordo com as mesmas. (At 17.11)
45 – Ninguém deve ser julgado por sua roupa, maquiagem ou estilo. As opiniões pessoais de pastores e líderes quanto ao vestuário e estilo pessoal não devem ser tomadas como Palavras de Deus e são passíveis de questionamentos. Mas que essa liberdade pessoal seja exercida como servos de Cristo, com sabedoria e equilíbrio. (Rm 14.22)
46 – Que nenhum pastor, bispo ou apóstolo se utilize do versículo bíblico “não toqueis no meu ungido”, retirando-o do contexto, para tornarem-se inquestionáveis e isentos de responsabilidade por aquilo que falam e fazem no comando de suas igrejas. (Ez 34.2; 1 Cr 16.22)
47 – Que ninguém seja ameaçado por seus líderes de “perder a salvação” por questionarem seus métodos, palavras e interpretações. Que essas pessoas descansem na graça de Deus, cientes de que, uma vez salvas pela graça estão guardadas sob a égide do sangue do cordeiro, de cujas mãos, conforme Ele mesmo nos afirma, nenhuma ovelha escapará. (Jo 10.28-29)
48 – Que estejamos cada vez mais certos de que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. Que a febre de erguermos “palácios” para Deus dê lugar à simplicidade e humildade do bebê que nasce na manjedoura, e nem por isso, deixa de ser Rei do Universo. (At 7.48-50)
49 – Que nenhum movimento, modelo, ou “pacote” eclesiástico seja aceito como o ÚNICO vindo de Deus, e nem recebido como a “solução” para o crescimento da igreja. Cremos que é Deus quem dá o crescimento natural a uma igreja que se coloca sob Sua Palavra e autoridade. (At 2.47; 1 Co 3.6)
50 – Que nenhum grupo religioso julgue-se superior a outro pelo NÚMERO de pessoas que aderem ao seu “mover”. Nem sempre crescimento numérico representa crescimento sadio. (Gl 6.3)
51 – Que a idolatria evangélica para com pastores, apóstolos, bispos, cantores, seja banida de nosso meio como um câncer é extirpado para haver cura do corpo. Que a existência de fã-clubes e a “tietagem” evangélica sejam vistos como uma afronta e como tentativa de se dividir a glória de Deus com outras pessoas. (Is 42.8; At 10.25-26)
52 – Reafirmamos que o véu, que fazia separação entre o povo e o lugar santo, foi rasgado de alto a baixo quando da morte de Cristo. TODO cristão tem livre acesso a Deus pelo sangue de Cristo, não necessitando da mediação de quem quer que seja. (Hb 4.16; 2 Tm 2.15)
53 – Que os pastores, bispos e apóstolos arrependam-se de utilizarem-se de argumentos fúteis para justificarem suas vidas regaladas. Carro importado do ano, casa nova e prosperidade financeira não devem servir de parâmetros para saber se um ministério é ou não abençoado. Que todos nós aprendamos mais da simplicidade de Cristo. (Mt 8.20)
54 – Não reconhecemos a autoridade de bispos, apóstolos e líderes que profetizam a respeito de datas para a volta de Cristo. Ninguém tem autoridade para falar, em nome de Deus, sobre este assunto. (Mc 13.32)
55 – “O profeta que tiver um sonho, conte-o como sonho. Mas aquele a quem for dado a Palavra de Deus, que pregue a Palavra de Deus.” Que sejamos sábios para não misturar as coisas. E as profecias, ainda que não devam ser desprezadas, devem ser julgadas, retendo o que é bom e descartando toda forma de mal. (Jr 23.28; 1 Ts 5.20-22)
56 – Que o ministério pastoral seja reconhecidamente um dom, e não um título a ser perseguido. Que aqueles que exercem o ministério, sejam homens ou mulheres, o exerçam segundo suas forças, com todo o seu coração e entendimento, buscando sempre servir a Deus e aos homens, sendo realmente ministros de Deus. (1 Tm 3.1; Rm 12.7)
57 – Que os cânticos e hinos sejam mais centralizados na pessoa de Deus no que na primeira pessoa do singular (EU). (Jo 3.30)
58 – Que ninguém seja obrigado a levantar as mãos, fechar os olhos, dizer alguma coisa para o irmão do lado, pular, dançar... mas que haja liberdade no louvor tanto para fazer essas coisas como para não fazer. E que ninguém seja julgado por isso. (2 Co 3.17)
59 – Que as nossas crianças vivam como crianças e não sejam obrigadas a se tornarem como nós, adultos, violentando a sua infância e fazendo com que se tornem “estrelas” do evangelho ou mesmo “produtos” a serem utilizados por aduladores e pastores que visam, antes de tudo, lotarem seus templos com “atrações” curiosas, como “a menor pregadora do mundo”, etc... (Lc 18.16; 1 Tm 3.6)
60 – Que as “Marchas para Jesus” sejam realmente para Jesus, e não para promover igrejas que estão sob suspeita e líderes questionáveis. Muito menos para promover políticos e aproveitadores desses mega-eventos evangélicos. (1 Co 10.31)
61 – Nenhuma igreja ou instituição se julgue detentora da salvação. Cristo está acima de toda religião e de toda instituição religiosa. O Espírito é livre e sopra onde quer. Até mesmo fora dos arraiais “cristãos”. (At 4.12; Jo 3.8)
62 – Que as livrarias ditas “cristãs” sejam realmente cristãs e não ajudem a proliferar literaturas que deturpam a palavra de Deus e que valorizam mais a experiência de algumas pessoas do que o verdadeiro ensino da Palavra. (Mq 3.11; Gl 1.8-9)
63 – Cremos que “declarações mágicas” como “O Brasil é do Senhor Jesus” e outras equivalentes não surtem efeito algum nas regiões celestiais e servem como fator alienante e fuga das responsabilidades sociais e evangelísticas realmente eficazes na propagação do Evangelho. (Tg 2.15-16)
64 – Consideramos uma afronta ao Evangelho as novas unções como “unção dos 4 seres viventes”, “unção do riso”, etc... pois além de não possuírem NENHUM respaldo bíblico ainda expõem as pessoas a situações degradantes e constrangedoras. (2 Tm 4.1-4)
65 – Cremos, firmemente, que todo cristão genuíno, nascido de novo, já possui a unção que vem de Deus, não necessitando de “novas unções”. (1 Jo 2.20,27)
66 – Lamentamos a transformação do culto público a Deus em momentos de puro entretenimento “gospel”, com a presença de animadores de auditório e pastores que, vazios da Palavra, enchem o povo de bobagens e frases de efeito que nada tem a ver com a simplicidade e profundidade do Evangelho de Cristo. (Rm 12.1-2)
67 – É necessário uma leitura equilibrada do livro de Cantares de Salomão. A poesia, muitas vezes erótica e sensual do livro tem sido de forma abusiva e descontextualizada atribuída a Cristo e à igreja. (Ct 1.1)
68 – Não consideramos qualquer instrumento, seja de que origem for, mais santo que outros. Instrumentos judaicos, como o shophar, não têm poderes sobrenaturais e nem são os instrumentos “preferidos” de Deus. Muitas igrejas têm feito do shophar “O” instrumento, dizendo que é ordem de Deus que se toque o shophar para convocar o povo à guerra. Repugnamos essa idéia e reafirmamos a soberania de Deus sobre todos os instrumentos musicais. (Sl 150)
69 – Rejeitamos a idéia de que Deus tem levantado o Brasil como o novo “Israel” para abençoar todos os povos. Essa idéia surge de mentes centralizadoras e corações desejosos de serem o centro da voz de Deus na Terra. O SENHOR reina sobre toda a Terra e ama a todos os povos com Seu grande amor incondicional. (Jo 3.16)
70 – Lamentamos o estímulo e o uso de “amuletos” cristãos como “água do rio Jordão”, “areia de Israel” e outros que transformam a fé cristã numa fé animista e necessitada de “catalisadores” do poder de Deus. (Hb 11.1)
71 – Que o profeta que “profetizar” algo e isso não se cumprir, seja reconhecido como falso profeta, segundo as Escrituras. (Ez 13.9; Dt 18.22)
72 – Rejeitamos as músicas que consistem de repetições infindáveis, a fim de levar o povo ao êxtase induzido, fragilizando a mente de receber a Palavra e prestar a Deus culto racional, conforme as Escrituras. (Rm 12.1-2; 1 Co 14.15)
73 – Deixemos de lado a busca desenfreada de títulos e funções do Antigo Testamento, como levitas, gaditas, etc... Tudo se fez novo em Cristo Jesus, onde TODOS nós fomos feitos geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido. Da mesma forma, rejeitamos a sacralização da cultura judaica, como se esta fosse mais santa que a brasileira ou do que qualquer outra. Que então os ministros e dirigentes de música sejam simplesmente ministros e dirigentes de música, exercendo talentos e dons que Deus livremente distribuiu em Sua igreja, não criando uma “classe superior” de “levitas”, até porque os mesmos já não existem entre nós. (Rm 12.3-5; 1 Pe 2.9)
74 – Que se entenda que tijolos são apenas tijolos, paredes são apenas paredes e prédios são apenas prédios. Que os termos "Casa do Senhor" e "Templo" sejam utilizados somente para fazer menção a pessoas, e nunca a lugares. Que nossos palcos não sejam erroneamente chamados de "altares", uma vez que deles não emana nenhum "poder" ou "unção" especial. (At 17:24, I Cor 6-19)
75 – Que haja consciência sobre aquilo que se canta. Que sejamos fiéis à Palavra quando diz “cantarei com o meu espírito, mas também cantarei com meu entendimento”. (1 Co 14.15)
76 – Não consideramos que “há poder em nossas palavras” como querem os adeptos dessa teologia da “confissão positiva”. Deus não está sujeito ao que falamos e não serão nossas palavras capazes de trazer maldição ou benção sobre quem quer que seja, se essa não for, antes de tudo, a vontade expressa de Deus através de nossas bocas. (Gl 1.6-7)
77 – Rejeitamos a onda de “atos proféticos” que, sem base e autoridade nas Escrituras, confundem e desvirtuam o sentido da Palavra, ainda comprometendo seriamente a sanidade e a coerência das pessoas envolvidas. (Mt 7.22-23)
78 - Apresentar uma noiva pura e gloriosa, adequadamente vestida para o seu noivo, não consiste em “restaurar a adoração” ou apresentar a Deus uma falsa santidade, mas em fazer as obras que Jesus fez — cuidar dos enfermos e quebrantados de coração, pregar o evangelho aos humildes, e viver a cada respirar a vontade de Deus revelada na Sua palavra — deixando para trás o pecado, deixando para trás o velho homem, e nos revestindo no novo (Tg 1.27)
79 – Discordamos dos “restauradores das coisas perdidas” por não perceberem a mão de Deus na história, sempre mantendo um remanescente fiel à Palavra e ao Testemunho. Dizer que Deus está “restaurando a adoração”, “restaurando o ministério profético”, etc... é desprezar o sangue dos mártires, o testemunho dos fiéis e a adoração prestada a Deus durante todos esses séculos. (Hb 12.1-2)
80 – Lamentamos a transformação da fé cristã em shows e mega-eventos que somos obrigados a assistir nas TVs, onde a figura humana e as ênfases nos “milagres” e produtos da fé sobrepujam as Escrituras e a pregação sadia da Palavra de Deus. (Jo 3.30)
81 – Deus não nos chamou para sermos “leões que rugem”, mas fomos considerados como ovelhas levadas ao matadouro, por amor a Deus. Mas ainda assim, somos mais que vencedores por Aquele que nos amou. (Lc 10.3; Rm 8.36)
82 – Entendemos como abusivas as cobranças de “cachês” para “testemunhos”. Que fique bem claro que aquilo que é recebido de graça, deve ser dado de graça, pois nos cabe a obrigação de pregar o evangelho. (Mt 10.8)
83 – Que movimentos como “dança profética”, “louvor profético” e outros “moveres proféticos” sejam analisados sinceramente segundo as Escrituras e, por conseqüência, deixados de lado pelo povo que se chama pelo nome do Senhor. (2 Tm 4.3-4)
84 – Que a cruz de Cristo, e não o seu trono, seja o centro de nossa pregação! (1 Co 2.2)
85 – Reafirmamos que, quaisquer que sejam as ofertas e dízimos, que sejam entregues por pura gratidão, e com alegria. Que nunca sejam dados por obrigação e nem entregues como troca de bênçãos para com Deus. Muito menos sejam dados como fruto do medo do castigo de Deus ou de seus líderes. Deus ama ao que dá com alegria! (2 Co 9.7)
86 – Que a igreja volte-se para os problemas sociais à sua volta, reconheça sua passividade e volte à prática das boas obras, não como fator para a salvação, mas como reflexo da graça que se manifesta de forma visível e encarnada. “Pois tive fome... e me destes de comer...” (Mt 25.31-46; Tg 2.14-18; Tg 1.27)
87 – Cremos, conforme a Palavra que há UM SÓ MEDIADOR entre Deus e os homens – Jesus Cristo. Nenhuma igreja local, ou seu líder, podem arrogar para si o direito de mediar a comunhão dos homens e Deus. (1 Tm 2.5)
88 – Lamentamos o comércio que em que se transformou a música evangélica brasileira. Infelizmente impera, por exemplo, a “máfia” das rádios evangélicas, que só tocam os artistas de suas respectivas gravadoras, alienam o nosso povo através da massificação dos “louvores” comerciais, e não dão espaço para tanta gente boa que há em nosso meio, com compromisso de qualidade musical e conteúdo poético, lingüístico e, principalmente, bíblico. (Mc 11.15-17)
89 – Que os pastores ajudem a diminuir a indústria de testemunhos e a “máfia” das gravadoras evangélicas. Que valorizem a simples pregação da Palavra ao invés do espetáculo “gospel” a fim de terem igrejas “lotadas” para ouvirem as “atrações” da fé. Da mesma forma, rejeitamos o triunfalismo e o ufanismo no qual se transformou a música evangélica atual, que só fala em 'vitória', 'poder' e 'unção' mas se esqueceu de coisas muito mais fundamentais como 'graça', 'misericórdia' e 'perdão'. (1 Pe 5.2)
90 – Que sejamos livres para “examinarmos tudo e retermos o que é bom” , sem que líderes manipuladores tentem impor seus preconceitos, principalmente na forma de intimidações. Que nenhum líder use o jargão "Deus me falou" como forma de amedrontar qualquer um que ousar questionar suas idéias. (1 Ts 5.21)
91 – Somente as Escrituras. (Jo 14.21;17.17)
92 – Somente a Graça. (Ef 2.8-9)
93 – Somente a Fé. (Rm 1.17)
94 – Somente Cristo. (At 17.28)
95 – Glória somente a Deus (Jd 24-25)
José Barbosa Junior (redator e organizador) – www.crerepensar.com.br
Postado por MINISTÉRIO BERÉIA às 11:55
SEGUNDA-FEIRA, 19 DE JANEIRO DE 2009
Transcrito hoje por Lisnei Furbino de Brito
2 – Entendemos que todas as doutrinas, idéias, projetos ou ministérios devem passar pelo crivo da Palavra de Deus, levando-se em conta sua total revelação em Cristo e no Novo Testamento do Seu sangue. (Hb 1.1-2)
3 – Repudiamos toda e qualquer tentativa de utilização do texto sagrado visando a manipulação e domínio do povo que, sinceramente, deseja seguir a Deus. (2 Pe 1.20)
4 – Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus e que contém TODA a revelação que Deus julgou necessária para todos os povos, em todos os tempos, não necessitando de revelações posteriores, sejam essas revelações trazidas por anjos, profetas ou quaisquer outras pessoas. (2 Tm 3.16)
5 – Que o ensino coerente das Escrituras volte a ocupar lugar de honra em nossas igrejas. Que haja integridade e fidelidade no conhecimento da Palavra tanto por parte daqueles que a estudam como, principalmente, por parte daqueles que a ensinam. (Rm 12.7; 2 Tm 2.15)
6 – Que princípios relevantes da Palavra de Deus sejam reafirmados sempre: a soberania de Deus, a suficiência da graça, o sacrifício perfeito de Cristo e Sua divindade, o fim do peso da lei, a revelação plena das Escrituras na pessoa de Cristo, etc. (At 2.42)
7 – Cremos que o mundo jaz no maligno, conforme nos garantem as Escrituras, não significando, porém, que Satanás domine este mundo, pois “do Senhor é a Terra e sua Plenitude, o mundo e os que nele habitam”. (1 Jo 5.19; Sl 24.1)
8 – Cremos que a vitória de Jesus sobre Satanás foi efetivada na cruz, onde Cristo “expôs publicamente os principados e potestades à vergonha, triunfando sobre eles” e que essa vitória teve como prova final a ressurreição, onde o último trunfo do diabo, a saber, a morte, também foi vencido. (Cl 2.15; 1 Co 15.20-26)
9 – Acreditamos que o cristão verdadeiro, uma vez liberto do império das trevas e trazido para o Reino do Filho do amor de Deus, conhecendo a verdade e liberto por ela, não necessita de sessões contínuas de libertação, pois isso seria uma afronta à Cruz de Cristo. (Cl 1.13; Jo 8.32,36)
10 – Cremos que o diabo existe, como ser espiritual, mas que está subjugado pelo poder da cruz de Cristo, onde ele, o diabo, foi vencido. Portanto, não há a necessidade de se “amarrar” todo o mal antes dos cultos, até porque o grande Vencedor se faz presente. (1 Co 15.57; Mt 18.20)
11 – Declaramos que nós, cristãos, estamos sujeitos à doenças, males físicos, problemas relativos à saúde, e que não há nenhuma obrigação da parte de Deus em curar-nos, e que isso de forma alguma altera o seu caráter de Pai amoroso e Deus fiel. (Jo 16.33; 1 Tm 5.23)
12 – Entendemos que a prosperidade financeira pode ser uma benção na vida de um cristão, mas que isso não é uma regra. Deus não tem nenhum compromisso de enriquecer e fazer prosperar um cristão. (Fp 4.10-12)
13 – Reconhecemos que somos peregrinos nesta terra. Não temos, portanto, ambições materiais de conquistar esta terra, pois “nossa pátria está nos céus, de onde aguardamos a vinda do nosso salvador, Jesus Cristo”. (1 Pe 2.11)
14 – Nossas petições devem sempre sujeitar-se à vontade de Deus. “Determinar”, “reivindicar”, “ordenar” e outros verbos autoritários não encontram eco nas Escrituras Sagradas. (Lc 22.42)
15 – Afirmamos que a frase “Pare de sofrer”, exposta em muitas igrejas, não reflete a verdade bíblica. Em toda a Palavra de Deus fica clara a idéia de que o cristão passa por sofrimentos, às vezes cruéis, mas ele nunca está sozinho em seu sofrer. (Rm 8.35-37)
16 – Reafirmamos que, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, sendo os mesmos livres de quaisquer maldições passadas, conhecidas ou não, pelo poder da cruz e do sangue de Cristo, que nos livra de todo o pecado e encerra em si mesmo toda a maldição que antes estava sobre nós. (Rm 8.1)
17 – Entendemos que a natureza criada participa das dores, angústias e conseqüências da queda do homem, e que aguarda com ardente expectativa a manifestação dos filhos de Deus. O que não significa que nós, cristãos, tenhamos que ser negligentes com a natureza e o meio-ambiente, uma vez que Deus não apenas criou tudo, mas também “viu que era bom" (Rm 8.19-23; Gn 1.31)
18 – Reconhecemos a suficiência e plenitude da graça de Cristo, não necessitando assim, de quaisquer sacrifícios ou barganhas para se alcançar a salvação e favores de Deus. (Ef 2.8-9)
19 – Reconhecemos também a suficiência da graça em TODOS os aspectos da vida cristã, dizendo com isso que não há nada que possamos fazer para “merecermos” a atenção de Deus. (Rm 3.23; 2 Co 12.9)
20 – Que nossos cultos sejam mais revestidos de elementos de nossa cultura. Que a brasilidade latente em nossas veias também sirva como elemento de adoração e liturgia ao nosso Deus. (1 Co 7.20)
21 – Que entendamos que vivemos num “país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza”. Portanto, que não seja mais “obrigatório” aos pastores e líderes o uso de trajes mais adequados ao clima frio ou extremamente formais. Que celebremos nossa tropicalidade com graça e alegria diante de Deus e dos homens. (1 Co 9.19-23)
22 – Que nossa liturgia seja leve, alegre, espontânea, vibrante, como é o povo brasileiro. Que haja brilho nos olhos daqueles que se reúnem para adorar e ouvir da Palavra e que Deus se alegre de nosso modo brasileiro de cultuá-LO. (Salmo 100)
23 – Que as igrejas entendam que Deus pode ser adorado em qualquer ritmo, e que a igreja brasileira seja despertada para a riqueza dos vários sons e ritmos brasileiros e entenda que Deus pode ser louvado através de um baião, xote, milonga, frevo, samba, etc... Da mesma forma, rejeitamos o preconceito, na verdade um racismo velado, contra instrumentos e danças de origem africana, como se estes, por si só, fossem intrinsecamente ligados a alguma forma de feitiçaria. (Sl 150)
24 – Que retornemos ao princípio bíblico, vivido pela igreja chamada primitiva, de que “ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum.” (At 4.32)
25 – Que não condenemos nenhum irmão por ter caído em pecado, ou por seu passado. Antes, seguindo a Palavra, corrijamos a ovelha ferida com espírito de brandura, guardando-nos para que não sejamos também tentados. O que não significa, por outro lado, conivência com o pecado praticado de forma contumaz .(Gl 6.1; 1 Co 5)
26 – Que ninguém seja culpado por duvidar de algo. Que haja espaço em nosso meio para dúvidas e questionamentos. Que ninguém seja recriminado por “falta de fé”. Que haja maturidade para acolher o fraco e sabedoria para ensiná-lo na Palavra. A fé vem pelo ouvir, e o ouvir da Palavra de Deus. (Rm 14.1; Rm 10.17)
27 – Que a igreja reconheça que são as portas do inferno que não prevalecerão contra ela e não a igreja que tem que se defender do “exército inimigo”. Que essa consciência nos leve à prática da fé e do amor, e que isso carregue consigo o avançar do Reino de Deus sobre a terra. (Mt 16.18)
28 – Cremos na plena ação do Espírito Santo, mas reconhecemos que em muitas situações e igrejas, há enganos em torno do ensino sobre dons e abusos em suas manifestações. (Hb 13.8; 1 Co 12.1)
29 – Que nossas estatísticas sejam mais realistas e não utilizadas para, mentindo, “disputarmos” quais são as maiores igrejas; o Reino é bem maior que essas futilidades. (Lc 22.24-26)
30 – Que os neófitos sejam tratados com carinho, ensinados no caminho, e não expostos aos púlpitos e à “fama” antes de estarem amadurecidos na fé, para que não se ensoberbeçam e caiam nas ciladas do diabo. (1 Tm 3.6)
31 – Que saibamos valorizar a nossa história, certos de que homens e mulheres deram suas vidas para que o Evangelho chegasse até nós. (Hb 12.1-2)
32 – Que sejamos conhecidos não por nossas roupas ou por nossos jargões lingüísticos, mas por nossa ética e amor para com todos os homens, refletindo assim, a luz de Cristo para todos os povos. (Mt 5.16)
33 – Que arda sempre em nosso peito o desejo de ver Cristo conhecido em todas as culturas, raças, tribos, línguas e nações. Que missões seja algo sempre inerente ao próprio ser do cristão, obedecendo assim à grande comissão que Jesus nos outorgou. (Mt 28.18-20)
34 – Reconhecemos que muitas igrejas chamam de pecado aquilo que a Bíblia nunca chamou de pecado. (Lc 11.46)
35 – A participação de cristãos e pastores em entidades e sociedades secretas é perniciosa e degradante para a simplicidade e pureza do evangelho. Não entendemos como líderes que dizem servir ao Deus vivo sujeitam-se à juramentos que vão de encontro à Palavra de Deus, colocando-se em comunhão espiritual com não cristãos declarando-se irmãos, aceitando outros deuses como verdadeiros. (Lv 5.4-6,10; Ef 5.11-12; 2 Co 6.14)
36 – Rejeitamos a idéia do messianismo político, que afirma que o Brasil só será transformado quando um “justo” (que na linguagem das igrejas significa um membro de igreja evangélica) dominar sobre esta terra. O papel de transformação da sociedade, pelos princípios cristãos, cabe à Igreja e não ao Estado. O Reino de Deus não é deste mundo, e lamentamos a manipulação e ambição de alguns líderes evangélicos pelo poder terreal. (Jo 18.36)
37 – Que os púlpitos não sejam transformados em palanques eleitorais em épocas de eleição. Que nenhum pastor induza o seu rebanho a votar neste ou naquele candidato por ser de sua preferência ou interesse pessoal. Que haja liberdade de pensamento e ideologia política entre o rebanho. (Gl 1.10)
38 – Que as igrejas recusem ajuda financeira ou estrutural de políticos em épocas de campanha política a fim de zelarem pela coerência e liberdade do Evangelho. (Ez 13.19)
39 – Que os membros das igrejas cobrem esta atitude honrada de seus líderes. Caso contrário, rejeitem a recomendação perniciosa de sua liderança. (Gl 2.11)
40 – Negamos, veementemente, no âmbito político, qualquer entidade que se diga porta-voz dos evangélicos. Nós, cristãos evangélicos, somos livres em nossas ideologias políticas, não tendo nenhuma obrigação com qualquer partido político ou organização que se passe por nossos representantes. (Mt 22.21)
41 – O versículo bíblico “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor” não deve ser interpretado sob olhares políticos como “Feliz a nação cujo presidente é evangélico” e nem utilizado para favorecer candidatos que se arroguem como cristãos. (Sl 144.15)
42 – Repugnamos veementemente os chamados “showmícios” com artistas evangélicos. Entendemos ser uma afronta ao verdadeiro sentido do louvor a participação desses músicos entoando hinos de “louvor a Deus” para angariarem votos para seus candidatos. (Ex 20.7)
43 – Cremos que o Reino também se manifesta na Igreja, mas é maior que ela. Deus não está preso às paredes de uma religião. O Espírito de Deus tem total liberdade para se manifestar onde quiser, independente de nossas vontades. (At 7.48-49)
44 – Nenhum pastor, bispo ou apóstolo (ou qualquer denominação que se dê ao líder da igreja local) é inquestionável. Tudo deve ser conferido conforme as Escrituras. Nenhum homem possui a “patente” de Deus para as suas próprias palavras. Portanto, estamos livres para, com base nas Escrituras, questionarmos qualquer palavra que não esteja de acordo com as mesmas. (At 17.11)
45 – Ninguém deve ser julgado por sua roupa, maquiagem ou estilo. As opiniões pessoais de pastores e líderes quanto ao vestuário e estilo pessoal não devem ser tomadas como Palavras de Deus e são passíveis de questionamentos. Mas que essa liberdade pessoal seja exercida como servos de Cristo, com sabedoria e equilíbrio. (Rm 14.22)
46 – Que nenhum pastor, bispo ou apóstolo se utilize do versículo bíblico “não toqueis no meu ungido”, retirando-o do contexto, para tornarem-se inquestionáveis e isentos de responsabilidade por aquilo que falam e fazem no comando de suas igrejas. (Ez 34.2; 1 Cr 16.22)
47 – Que ninguém seja ameaçado por seus líderes de “perder a salvação” por questionarem seus métodos, palavras e interpretações. Que essas pessoas descansem na graça de Deus, cientes de que, uma vez salvas pela graça estão guardadas sob a égide do sangue do cordeiro, de cujas mãos, conforme Ele mesmo nos afirma, nenhuma ovelha escapará. (Jo 10.28-29)
48 – Que estejamos cada vez mais certos de que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. Que a febre de erguermos “palácios” para Deus dê lugar à simplicidade e humildade do bebê que nasce na manjedoura, e nem por isso, deixa de ser Rei do Universo. (At 7.48-50)
49 – Que nenhum movimento, modelo, ou “pacote” eclesiástico seja aceito como o ÚNICO vindo de Deus, e nem recebido como a “solução” para o crescimento da igreja. Cremos que é Deus quem dá o crescimento natural a uma igreja que se coloca sob Sua Palavra e autoridade. (At 2.47; 1 Co 3.6)
50 – Que nenhum grupo religioso julgue-se superior a outro pelo NÚMERO de pessoas que aderem ao seu “mover”. Nem sempre crescimento numérico representa crescimento sadio. (Gl 6.3)
51 – Que a idolatria evangélica para com pastores, apóstolos, bispos, cantores, seja banida de nosso meio como um câncer é extirpado para haver cura do corpo. Que a existência de fã-clubes e a “tietagem” evangélica sejam vistos como uma afronta e como tentativa de se dividir a glória de Deus com outras pessoas. (Is 42.8; At 10.25-26)
52 – Reafirmamos que o véu, que fazia separação entre o povo e o lugar santo, foi rasgado de alto a baixo quando da morte de Cristo. TODO cristão tem livre acesso a Deus pelo sangue de Cristo, não necessitando da mediação de quem quer que seja. (Hb 4.16; 2 Tm 2.15)
53 – Que os pastores, bispos e apóstolos arrependam-se de utilizarem-se de argumentos fúteis para justificarem suas vidas regaladas. Carro importado do ano, casa nova e prosperidade financeira não devem servir de parâmetros para saber se um ministério é ou não abençoado. Que todos nós aprendamos mais da simplicidade de Cristo. (Mt 8.20)
54 – Não reconhecemos a autoridade de bispos, apóstolos e líderes que profetizam a respeito de datas para a volta de Cristo. Ninguém tem autoridade para falar, em nome de Deus, sobre este assunto. (Mc 13.32)
55 – “O profeta que tiver um sonho, conte-o como sonho. Mas aquele a quem for dado a Palavra de Deus, que pregue a Palavra de Deus.” Que sejamos sábios para não misturar as coisas. E as profecias, ainda que não devam ser desprezadas, devem ser julgadas, retendo o que é bom e descartando toda forma de mal. (Jr 23.28; 1 Ts 5.20-22)
56 – Que o ministério pastoral seja reconhecidamente um dom, e não um título a ser perseguido. Que aqueles que exercem o ministério, sejam homens ou mulheres, o exerçam segundo suas forças, com todo o seu coração e entendimento, buscando sempre servir a Deus e aos homens, sendo realmente ministros de Deus. (1 Tm 3.1; Rm 12.7)
57 – Que os cânticos e hinos sejam mais centralizados na pessoa de Deus no que na primeira pessoa do singular (EU). (Jo 3.30)
58 – Que ninguém seja obrigado a levantar as mãos, fechar os olhos, dizer alguma coisa para o irmão do lado, pular, dançar... mas que haja liberdade no louvor tanto para fazer essas coisas como para não fazer. E que ninguém seja julgado por isso. (2 Co 3.17)
59 – Que as nossas crianças vivam como crianças e não sejam obrigadas a se tornarem como nós, adultos, violentando a sua infância e fazendo com que se tornem “estrelas” do evangelho ou mesmo “produtos” a serem utilizados por aduladores e pastores que visam, antes de tudo, lotarem seus templos com “atrações” curiosas, como “a menor pregadora do mundo”, etc... (Lc 18.16; 1 Tm 3.6)
60 – Que as “Marchas para Jesus” sejam realmente para Jesus, e não para promover igrejas que estão sob suspeita e líderes questionáveis. Muito menos para promover políticos e aproveitadores desses mega-eventos evangélicos. (1 Co 10.31)
61 – Nenhuma igreja ou instituição se julgue detentora da salvação. Cristo está acima de toda religião e de toda instituição religiosa. O Espírito é livre e sopra onde quer. Até mesmo fora dos arraiais “cristãos”. (At 4.12; Jo 3.8)
62 – Que as livrarias ditas “cristãs” sejam realmente cristãs e não ajudem a proliferar literaturas que deturpam a palavra de Deus e que valorizam mais a experiência de algumas pessoas do que o verdadeiro ensino da Palavra. (Mq 3.11; Gl 1.8-9)
63 – Cremos que “declarações mágicas” como “O Brasil é do Senhor Jesus” e outras equivalentes não surtem efeito algum nas regiões celestiais e servem como fator alienante e fuga das responsabilidades sociais e evangelísticas realmente eficazes na propagação do Evangelho. (Tg 2.15-16)
64 – Consideramos uma afronta ao Evangelho as novas unções como “unção dos 4 seres viventes”, “unção do riso”, etc... pois além de não possuírem NENHUM respaldo bíblico ainda expõem as pessoas a situações degradantes e constrangedoras. (2 Tm 4.1-4)
65 – Cremos, firmemente, que todo cristão genuíno, nascido de novo, já possui a unção que vem de Deus, não necessitando de “novas unções”. (1 Jo 2.20,27)
66 – Lamentamos a transformação do culto público a Deus em momentos de puro entretenimento “gospel”, com a presença de animadores de auditório e pastores que, vazios da Palavra, enchem o povo de bobagens e frases de efeito que nada tem a ver com a simplicidade e profundidade do Evangelho de Cristo. (Rm 12.1-2)
67 – É necessário uma leitura equilibrada do livro de Cantares de Salomão. A poesia, muitas vezes erótica e sensual do livro tem sido de forma abusiva e descontextualizada atribuída a Cristo e à igreja. (Ct 1.1)
68 – Não consideramos qualquer instrumento, seja de que origem for, mais santo que outros. Instrumentos judaicos, como o shophar, não têm poderes sobrenaturais e nem são os instrumentos “preferidos” de Deus. Muitas igrejas têm feito do shophar “O” instrumento, dizendo que é ordem de Deus que se toque o shophar para convocar o povo à guerra. Repugnamos essa idéia e reafirmamos a soberania de Deus sobre todos os instrumentos musicais. (Sl 150)
69 – Rejeitamos a idéia de que Deus tem levantado o Brasil como o novo “Israel” para abençoar todos os povos. Essa idéia surge de mentes centralizadoras e corações desejosos de serem o centro da voz de Deus na Terra. O SENHOR reina sobre toda a Terra e ama a todos os povos com Seu grande amor incondicional. (Jo 3.16)
70 – Lamentamos o estímulo e o uso de “amuletos” cristãos como “água do rio Jordão”, “areia de Israel” e outros que transformam a fé cristã numa fé animista e necessitada de “catalisadores” do poder de Deus. (Hb 11.1)
71 – Que o profeta que “profetizar” algo e isso não se cumprir, seja reconhecido como falso profeta, segundo as Escrituras. (Ez 13.9; Dt 18.22)
72 – Rejeitamos as músicas que consistem de repetições infindáveis, a fim de levar o povo ao êxtase induzido, fragilizando a mente de receber a Palavra e prestar a Deus culto racional, conforme as Escrituras. (Rm 12.1-2; 1 Co 14.15)
73 – Deixemos de lado a busca desenfreada de títulos e funções do Antigo Testamento, como levitas, gaditas, etc... Tudo se fez novo em Cristo Jesus, onde TODOS nós fomos feitos geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido. Da mesma forma, rejeitamos a sacralização da cultura judaica, como se esta fosse mais santa que a brasileira ou do que qualquer outra. Que então os ministros e dirigentes de música sejam simplesmente ministros e dirigentes de música, exercendo talentos e dons que Deus livremente distribuiu em Sua igreja, não criando uma “classe superior” de “levitas”, até porque os mesmos já não existem entre nós. (Rm 12.3-5; 1 Pe 2.9)
74 – Que se entenda que tijolos são apenas tijolos, paredes são apenas paredes e prédios são apenas prédios. Que os termos "Casa do Senhor" e "Templo" sejam utilizados somente para fazer menção a pessoas, e nunca a lugares. Que nossos palcos não sejam erroneamente chamados de "altares", uma vez que deles não emana nenhum "poder" ou "unção" especial. (At 17:24, I Cor 6-19)
75 – Que haja consciência sobre aquilo que se canta. Que sejamos fiéis à Palavra quando diz “cantarei com o meu espírito, mas também cantarei com meu entendimento”. (1 Co 14.15)
76 – Não consideramos que “há poder em nossas palavras” como querem os adeptos dessa teologia da “confissão positiva”. Deus não está sujeito ao que falamos e não serão nossas palavras capazes de trazer maldição ou benção sobre quem quer que seja, se essa não for, antes de tudo, a vontade expressa de Deus através de nossas bocas. (Gl 1.6-7)
77 – Rejeitamos a onda de “atos proféticos” que, sem base e autoridade nas Escrituras, confundem e desvirtuam o sentido da Palavra, ainda comprometendo seriamente a sanidade e a coerência das pessoas envolvidas. (Mt 7.22-23)
78 - Apresentar uma noiva pura e gloriosa, adequadamente vestida para o seu noivo, não consiste em “restaurar a adoração” ou apresentar a Deus uma falsa santidade, mas em fazer as obras que Jesus fez — cuidar dos enfermos e quebrantados de coração, pregar o evangelho aos humildes, e viver a cada respirar a vontade de Deus revelada na Sua palavra — deixando para trás o pecado, deixando para trás o velho homem, e nos revestindo no novo (Tg 1.27)
79 – Discordamos dos “restauradores das coisas perdidas” por não perceberem a mão de Deus na história, sempre mantendo um remanescente fiel à Palavra e ao Testemunho. Dizer que Deus está “restaurando a adoração”, “restaurando o ministério profético”, etc... é desprezar o sangue dos mártires, o testemunho dos fiéis e a adoração prestada a Deus durante todos esses séculos. (Hb 12.1-2)
80 – Lamentamos a transformação da fé cristã em shows e mega-eventos que somos obrigados a assistir nas TVs, onde a figura humana e as ênfases nos “milagres” e produtos da fé sobrepujam as Escrituras e a pregação sadia da Palavra de Deus. (Jo 3.30)
81 – Deus não nos chamou para sermos “leões que rugem”, mas fomos considerados como ovelhas levadas ao matadouro, por amor a Deus. Mas ainda assim, somos mais que vencedores por Aquele que nos amou. (Lc 10.3; Rm 8.36)
82 – Entendemos como abusivas as cobranças de “cachês” para “testemunhos”. Que fique bem claro que aquilo que é recebido de graça, deve ser dado de graça, pois nos cabe a obrigação de pregar o evangelho. (Mt 10.8)
83 – Que movimentos como “dança profética”, “louvor profético” e outros “moveres proféticos” sejam analisados sinceramente segundo as Escrituras e, por conseqüência, deixados de lado pelo povo que se chama pelo nome do Senhor. (2 Tm 4.3-4)
84 – Que a cruz de Cristo, e não o seu trono, seja o centro de nossa pregação! (1 Co 2.2)
85 – Reafirmamos que, quaisquer que sejam as ofertas e dízimos, que sejam entregues por pura gratidão, e com alegria. Que nunca sejam dados por obrigação e nem entregues como troca de bênçãos para com Deus. Muito menos sejam dados como fruto do medo do castigo de Deus ou de seus líderes. Deus ama ao que dá com alegria! (2 Co 9.7)
86 – Que a igreja volte-se para os problemas sociais à sua volta, reconheça sua passividade e volte à prática das boas obras, não como fator para a salvação, mas como reflexo da graça que se manifesta de forma visível e encarnada. “Pois tive fome... e me destes de comer...” (Mt 25.31-46; Tg 2.14-18; Tg 1.27)
87 – Cremos, conforme a Palavra que há UM SÓ MEDIADOR entre Deus e os homens – Jesus Cristo. Nenhuma igreja local, ou seu líder, podem arrogar para si o direito de mediar a comunhão dos homens e Deus. (1 Tm 2.5)
88 – Lamentamos o comércio que em que se transformou a música evangélica brasileira. Infelizmente impera, por exemplo, a “máfia” das rádios evangélicas, que só tocam os artistas de suas respectivas gravadoras, alienam o nosso povo através da massificação dos “louvores” comerciais, e não dão espaço para tanta gente boa que há em nosso meio, com compromisso de qualidade musical e conteúdo poético, lingüístico e, principalmente, bíblico. (Mc 11.15-17)
89 – Que os pastores ajudem a diminuir a indústria de testemunhos e a “máfia” das gravadoras evangélicas. Que valorizem a simples pregação da Palavra ao invés do espetáculo “gospel” a fim de terem igrejas “lotadas” para ouvirem as “atrações” da fé. Da mesma forma, rejeitamos o triunfalismo e o ufanismo no qual se transformou a música evangélica atual, que só fala em 'vitória', 'poder' e 'unção' mas se esqueceu de coisas muito mais fundamentais como 'graça', 'misericórdia' e 'perdão'. (1 Pe 5.2)
90 – Que sejamos livres para “examinarmos tudo e retermos o que é bom” , sem que líderes manipuladores tentem impor seus preconceitos, principalmente na forma de intimidações. Que nenhum líder use o jargão "Deus me falou" como forma de amedrontar qualquer um que ousar questionar suas idéias. (1 Ts 5.21)
91 – Somente as Escrituras. (Jo 14.21;17.17)
92 – Somente a Graça. (Ef 2.8-9)
93 – Somente a Fé. (Rm 1.17)
94 – Somente Cristo. (At 17.28)
95 – Glória somente a Deus (Jd 24-25)
José Barbosa Junior (redator e organizador) – www.crerepensar.com.br
Postado por MINISTÉRIO BERÉIA às 11:55
SEGUNDA-FEIRA, 19 DE JANEIRO DE 2009
Transcrito hoje por Lisnei Furbino de Brito
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Sou salvo sim
ser crente e não ter certeza de salvação é como não ser nada. O evangelho de Jesus é evangelho de certeza. Não há variações e nem sombra de dúvidas. Sinto muito em saber que muitos irmão morrem de medo de perderem a salvação, outros ainda afirmam que nó não podemos ter certeza de salvação, apénas uma convicção. Eu não poderia perder meu tempo, abrir mão de mim mesmo por causa de uma mera convicção. Sou dependente de Jesus, e ele que me garantiu a salvação, não fui eu. Jesus é o bom Pastor, ele deu a vida pelas ovelhas,ele conhece-as pelo nome e ninguem as arrebata. eu optei por Jesus não porque eu sei fazer boas escolhas, mas porque o Espírito Santo me convenceu. Jesus disse não lançar fora todo aquele que vier a ele, porem disse antes que ninguem pode ir a ele se o pai, não o enviar. Eu não teria certeza da minha salvação se ela dependesse do meu esforço, da minha santidade ou da minha justiça. Não depende de quem quer nem de quem corre mas de Deus que compadece.Isto não é idéia de teólogo, nem de Interprete de alguma igreja, mas da bíblia. Não posso ignorar o que está escrito na bíblia. sei que muita gente não aceita isto.Porem foi esta a mensagem que achei nos evangelhos e nas cartas paulinas. Muitos tentam refutar estas verdades usando textos isolados ( isolados sim do Antigo testamento): porem cito todas estas palavras no novo testamento que é a nossa regra de fé. joão 10.15,18 joão 6.37,44,65.Joaõ 16.8: Romanos 9,16-18.
Portanto eu creio na segurança de Salvação, na justificação pela fé(muito pouco ensinado nas igrejas pentecostais de hoje, inclusive as mais antigas. Se eu não cresse assim, não seria evangélico,seria católico ou seguidor de uma religião auto sotérica qualquer. O verdadeiro cristianismo é cristosotérico. Salvação é só em Jesus. Infelizmente poucos pregam esta verdade, há igrejas, ministérios e missões, mas a mensagem da salvação não é pregada mais. Sei que uns creem de uma forma outros de outra, no entanto quem não cre, que a nossa dependencia de Deus é total, não só para fazer alguns milagres, mas principalmente para salvar, está longe do verdadeiro cristianismo bíblico e apostólico.
Portanto eu creio na segurança de Salvação, na justificação pela fé(muito pouco ensinado nas igrejas pentecostais de hoje, inclusive as mais antigas. Se eu não cresse assim, não seria evangélico,seria católico ou seguidor de uma religião auto sotérica qualquer. O verdadeiro cristianismo é cristosotérico. Salvação é só em Jesus. Infelizmente poucos pregam esta verdade, há igrejas, ministérios e missões, mas a mensagem da salvação não é pregada mais. Sei que uns creem de uma forma outros de outra, no entanto quem não cre, que a nossa dependencia de Deus é total, não só para fazer alguns milagres, mas principalmente para salvar, está longe do verdadeiro cristianismo bíblico e apostólico.
domingo, 16 de agosto de 2009
Evangelista, profeta e mestre
Hoje em dia há milhões de pastores, e um numero muito grande de outros títulos eclesiasticos. Surgiram muitos Bispos, Antes só as igrejas Católicas: Romana e Ortodoxa, juntamente com as Anglicanas e Metodistas, este título era usado. Depois algumas igrejas pentecostais passaram também a adotar este título entre seus dirigentes maiores.Chegou um momento que ninguém estava mais satisfeito em ser bispo ou reverendo queriam algo maior; aí surgiu os apóstolos e os bispos primazes. Então Já temos uma gama enorme de auto intitulados apóstolos. No Brasil temos apóstolos e apostolas. Como sempre fui um pouco mais humilde eu reivindico o título de evangelista , profeta e mestre. Falo isto com base no meu trabalho eclesiatico. Como evangelista, eu ministro a mensagem do evangelho de Jesus Cristo, que salva, cura liberta santifica e leva para o reino celeste. Quando estou pregando também estou profetizando, pois deixo que o Espírito Santo me use segundo sua soberana vontade. E quando isto ocorre coisas inexplicáveis acontecem. quando ministro estudo na escola dominical ou em algum grupo familiar, estou fazendo o papel de mestre. Embora não tenho formação acadêmica como teólogo ou filosofo, desde que tinha sete anos que leio a bíblia, e leio sempre bons livros que me ajudam a ter um entendimento melhor sobre tudo que nos rodeia. Mesmo assim sempre conto com o auxilio espiritual para poder discernir entre doutrinas, dogmas e preceitos que sempre acompanharam o povo de Deus. Conheci de perto os ensinos errados de Ellen White, Joseph Smith e outros, aprendi filosofias hinduistas, principalmente as contidas no bagava Gita, e tambem conheço um pouco das doutrinas esotéricas, divulgadas por Helena Blavatisk, das correntes martinistas e Rosa Cruz. Li o Alcorão, o Tao- té-king e textos talmúdicos. Não recomendo a ninguem estas leituras, mas pela graça de Deus eu tive oportunidade de conhecer diversos cultos não cristãos e poder livremente escolher Jesus Cristo e o evangelho da Cruz. Por isto me sinto preparado para ensinar, mesmo tendo muito, mas muito mesmo o que aprender. Nasci num lar católico, meus pais se converteram ao evangelho, quando eu era ainda criança. Tinha apenas quatro anos quando minha família pela primeira vez entrou numa igreja evangélica. Na adolescencia, fugi para igreja adventista, não fiquei lá e procurei me aprofundar em todos os ensinos religiosos e filosóficos que tive a oportunidade de conhecer, Porem pela justa misericordia de Jesus, voltei ao evangelho da graça e com disposição de aceitar apenas a bíblia como regra de fé. É por isto que rejeito a mistificação deste evangelho centrado no bem estar pessoal, triunfalista, que pouco liga para a verdade da santificação, para o amor ao próximo e para a vida eterna. Não vejo virtude na pobreza, e nem acho que viver na pindaíba é propósito de Deus para seus filhos. Porem não vejo o sucesso financeiro como a bênção exclusiva de Deus. Não posso concordar que Deus favorece os bem sucedido e despreza os menos abastados. No entanto não posso aceitar a teologia da libertação (embora seja muito simpática, sob o ponto de vista social) que coloca os pobres como escolhidos de Deus. Deus nos escolhe, não pelo fato de nossas posses serem grandes ou pequenas, mas por ser amor. Resumindo: não preciso ter título disto ou daquilo para fazer a vontade de Deus, preciso procurar saber qual é o propósito de Deus para nós. Estes títulos que exaltam as pessoas não nos levam a lugar algum. Mas o que eu busco mesmo é ser conhecido de Jesus naquele ultimo dia, pois a pior decepção para pastores, missionários e apóstolos será quando disserem a Jesus"senhor em seu nome expulsamos demónios, curamos enfermos e profetizamos; e receberem esta resposta: Não vos conheço.
a célula da sociedade

A família é visto por alguns como a célula mater da sociedade. Alguns filósofos humanistas, principalmente alguns socialistas e anarquistas afirmam no entanto que seria o indivíduo a célula mater da sociedade.Posso até concordar com este argumento; se levar em consideração que célula é o menor elemento de um organismo. A sociedade é formada por um conjunto de famílias que por sua vez é formada por um conjunto de indivíduos. Por este motivo, tendo por base a primeira afirmação ou a segunda, não devemos deixar de dar valor à família, seja como construtora da sociedade, seja como formadora de indivíduos que irão dar forma a sociedade. Sentimos nos últimos dias que a sociedade está cada vez mais degenerada, os valores se deterioraram e a principal causa disto tudo é a desagregação da família. Tem sido dado muito valor ao indivíduo. O esseço de liberdade em detrimento das responsabilidades tem levado o indivíduo a cometer insanidades com isto vivemos era de sofrimento e falta de sentido para a vida de muitos. Pensa se que a culpa seja economica e má distribuição de renda, realmente vemos miséria ao nosso redor, violência, e muito mais. Porem as pessoas mais abastadas se sentem infelizes. Na Suécia há um bom índice de desenvolvimento humano, o bem estar social é regra do Estado. Porem sabemos que na Suécia existe depressão e suicídio. O Japão é rico mas existe até livros que ensino como se matar com eficiência. Claro que a resposta para os problemas da humanidade é Jesus Cristo, mas não devemos esquecer que Jesus tem um plano para família, pois isto é importante para Deus. Precisamos honrar nossos pais e dar atenção a nossos filhos. E não menosprezar nossa família de formação. Quando casamos e temos nossos filhos, iniciamos uma nova família, mas não é bom fazer o que a maioria esta fazendo. Ao iniciar uma nova família devemos ter em mente que a antiga família da qual nós viemos não acabou. Nossos filhos precisam aprender que o avô, a avó e os tios são partes de suas famílias também. Os laços com nossos parentes não podem se afrouxar, e o melhor de tudo como cristãos temos o dever sacerdotal de estar orando por todos. As vezes pensamos nos perdidos da África ou da Ásia e oramos e investimos em campanhas missionárias para a salvação destes, entretanto esquecemos que nossa família precisa de Jesus, nosso primos, Tios e avós, precisam de Jesus.Só assim podemos afirmar que "eu e minha casa serviremos ao senhor"também teremos mais autoridade ao pregar que "será salvo tu e tua casa se crer no senhor Jesus.
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